PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Leia o relato do caso clínico a seguir. S. J., sexo masculino, 14 anos de idade, veio para consulta apresentando aumento bilateral do volume das mamas, com 3 cm de diâmetro. Relata que notou esta alteração desde os 13 anos de idade. Nega uso prolongado de medicamentos. Está preocupado com a persistência desta alteração, sentindo-se envergonhado ao retirar a blusa na frente dos colegas que fazem brincadeiras desagradáveis. Apresenta IMC entre Z-escore +2 e +3. De acordo com o relato, o diagnóstico e a conduta recomendada são, respectivamente:
Ginecomastia bilateral em adolescente puberal sem causa secundária → Ginecomastia fisiológica, conduta expectante.
A ginecomastia fisiológica é comum na adolescência masculina, ocorrendo devido a um desequilíbrio transitório entre estrógenos e andrógenos durante a puberdade. Geralmente é bilateral, autolimitada e regride espontaneamente em 6 meses a 2 anos. A conduta inicial é expectante, com orientação e suporte psicológico, especialmente se não houver sinais de causas patológicas.
A ginecomastia é o aumento benigno do tecido glandular mamário masculino, e é uma condição comum em três fases da vida: neonatal, puberal e senil. A ginecomastia puberal é a forma mais frequente, afetando até 60% dos adolescentes do sexo masculino, geralmente entre 13 e 14 anos de idade. É crucial diferenciar a ginecomastia verdadeira (proliferação glandular) da pseudoginecomastia ou lipomastia (acúmulo de tecido adiposo), que é comum em adolescentes com obesidade. A fisiopatologia da ginecomastia puberal envolve um desequilíbrio temporário entre a ação dos estrógenos e dos andrógenos nos tecidos mamários. Durante a puberdade, há um aumento na aromatização de andrógenos para estrógenos, e se a relação estrógeno/testosterona for favorável ao estrógeno, pode ocorrer o crescimento glandular. A condição é geralmente bilateral, embora possa ser assimétrica, e costuma ser autolimitada. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. A conduta na ginecomastia fisiológica é, na maioria dos casos, expectante, com reavaliações periódicas. É fundamental tranquilizar o paciente e a família, explicando a natureza benigna e transitória da condição. O suporte psicológico é importante, pois a ginecomastia pode causar significativo desconforto e constrangimento social. A intervenção cirúrgica é reservada para casos de ginecomastia persistente e sintomática que não regride espontaneamente após a puberdade.
A ginecomastia fisiológica é causada por um desequilíbrio transitório entre os níveis de estrógenos e andrógenos durante a puberdade masculina, levando a um crescimento benigno do tecido glandular mamário.
A conduta inicial é expectante, pois a condição geralmente regride espontaneamente em 6 meses a 2 anos. É fundamental oferecer orientação e suporte psicológico ao adolescente e à família para lidar com o impacto emocional.
A investigação é necessária se a ginecomastia for unilateral, assimétrica, dolorosa, de rápido crescimento, associada a outros sinais de doença (como hipogonadismo), ou se persistir por mais de 2 anos ou após o final da puberdade.
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