HCAL - Hospital da Criança de Alagoas — Prova 2020
A ginecomastia é a proliferação benigna mais comum do tecido glandular da mama masculina, causada pela alteração do equilíbrio entre as concentrações de estrógeno e androgênios. Pela Classificação de Simon, a mama que apresenta aumento mamário moderado com redundância de pele definida, similar a mama feminina corresponde ao grau:
Ginecomastia Grau III (Simon): aumento moderado da mama com redundância de pele, similar à mama feminina.
A Classificação de Simon é fundamental para a avaliação da ginecomastia, guiando a decisão terapêutica, especialmente cirúrgica. O Grau III indica um aumento mamário significativo com excesso de pele, o que geralmente requer ressecção cutânea além da glandular.
A ginecomastia é uma condição comum caracterizada pela proliferação benigna do tecido glandular da mama masculina, resultante de um desequilíbrio entre as ações de estrogênio e androgênio. Embora possa ocorrer fisiologicamente em neonatos, na puberdade e em idosos, também pode ser patológica, associada a medicamentos, doenças sistêmicas (hepáticas, renais, tireoidianas) ou tumores. A prevalência é alta, afetando até 60-70% dos homens em alguma fase da vida. A fisiopatologia central reside no aumento da relação estrogênio/androgênio, seja por aumento absoluto de estrogênio, diminuição de androgênio, ou aumento da sensibilidade tecidual ao estrogênio. O diagnóstico é clínico, diferenciando-a da pseudoginecomastia (lipomastia) e de outras massas mamárias masculinas, como o câncer de mama. A Classificação de Simon é uma ferramenta essencial para a avaliação da ginecomastia, categorizando-a em graus de I a III, com subtipos, baseados no tamanho da mama e na presença de excesso de pele. O Grau III, especificamente, descreve um aumento mamário moderado a acentuado com redundância de pele, conferindo uma aparência similar à mama feminina. O tratamento da ginecomastia depende da causa subjacente, da duração e do grau da condição. Em muitos casos fisiológicos, a ginecomastia regride espontaneamente. Se persistente ou sintomática, pode-se considerar tratamento medicamentoso (antiestrogênios) ou cirúrgico. A cirurgia é o tratamento definitivo, e a escolha da técnica (lipoaspiração, ressecção glandular, ou ambas com ressecção de pele) é guiada pela Classificação de Simon. O Grau III, com sua redundância de pele, frequentemente requer técnicas que envolvem a remoção de pele para otimizar o contorno mamário.
A Classificação de Simon divide a ginecomastia em quatro graus: Grau I (aumento pequeno sem excesso de pele), Grau IIa (aumento moderado sem excesso de pele), Grau IIb (aumento moderado com excesso de pele mínimo) e Grau III (aumento acentuado com redundância de pele, similar à mama feminina).
A classificação é crucial para determinar a abordagem cirúrgica. Graus menores podem ser tratados apenas com lipoaspiração ou ressecção glandular. Graus mais avançados, como o Grau III, frequentemente exigem ressecção de pele para um resultado estético satisfatório.
A ginecomastia é causada por um desequilíbrio entre estrogênios e androgênios. Pode ser fisiológica (neonatal, puberal, senil), induzida por medicamentos, ou secundária a condições patológicas como tumores, doenças hepáticas, renais ou endócrinas.
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