HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022
Em relação à ginecomastia, é INCORRETO afirmar que:
Ginecomastia induzida por drogas é a causa mais comum, respondendo por 10-25% dos casos, não 40-50%.
A ginecomastia é um aumento benigno do tecido mamário masculino, geralmente devido a um desequilíbrio entre estrogênios e androgênios. Embora a etiologia seja multifatorial, a induzida por drogas é uma causa frequente, mas sua prevalência é menor do que a alternativa D sugere.
A ginecomastia é o aumento benigno do tecido mamário masculino, afetando até 70% dos homens em alguma fase da vida. É um achado comum e pode causar desconforto estético e psicológico. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciar causas fisiológicas de patológicas, que podem indicar condições subjacentes graves. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a ação dos estrogênios e androgênios no tecido mamário. Os estrogênios circulantes no homem derivam principalmente da conversão extragonadal de precursores androgênicos em tecidos como pele, fígado e gordura. O diagnóstico é clínico, mas exames complementares podem ser necessários para investigar a etiologia, como dosagens hormonais e ultrassonografia mamária. O tratamento depende da causa e da intensidade dos sintomas. Pode variar desde a observação em casos fisiológicos até a suspensão de medicamentos, tratamento da doença de base, uso de fármacos antiestrogênicos ou, em casos selecionados, cirurgia. É crucial para residentes entenderem as diversas etiologias e abordagens terapêuticas para um manejo adequado.
A ginecomastia pode ser fisiológica (neonatal, puberal, senil), patológica (doenças hepáticas, renais, tumores, hipogonadismo) ou induzida por drogas (espironolactona, cimetidina, digitálicos).
O estrogênio estimula o crescimento do tecido mamário. No homem, o desequilíbrio entre estrogênio e androgênio, seja por aumento do estrogênio ou diminuição do androgênio, pode levar à ginecomastia.
Sim, baixas doses de radioterapia podem ser usadas profilaticamente em pacientes que receberão estrogênio para câncer de próstata, visando reduzir o risco de ginecomastia.
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