SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024
Uma das principais tarefas da gestão da clínica é convencer quem utiliza muito a unidade de saúde e é de baixo risco, a ir menos. E quem não utiliza e tem algum risco, a ir mais. Com relação gestão da clínica é CORRETO afirmar que:
Gestão da clínica eficaz = agenda flexível, não verticalizada por programas, para otimizar acesso e equidade.
A gestão da clínica busca equilibrar o acesso, incentivando usuários de baixo risco a usar menos e os de alto risco a usar mais. Agendas verticalizadas por programas podem dificultar esse equilíbrio e o acesso universal, comprometendo a integralidade do cuidado.
A gestão da clínica é um pilar fundamental da Atenção Primária à Saúde (APS), visando otimizar o uso dos recursos e garantir o acesso equitativo e oportuno aos serviços. Seu principal desafio é gerenciar a demanda, incentivando a utilização adequada dos serviços por diferentes perfis de risco da população, promovendo a saúde e prevenindo doenças de forma integral. Para um bom gerenciamento, é crucial conhecer a demanda da população adscrita, estratificando-a por risco. A organização da agenda é uma ferramenta essencial nesse processo. Agendas que são excessivamente verticalizadas ou organizadas por 'programas' específicos podem, paradoxalmente, dificultar o acesso, fragmentar o cuidado e impedir a resposta ágil às necessidades de saúde da comunidade, gerando iniquidades. Uma gestão da clínica eficaz preconiza agendas flexíveis e acessíveis, que permitam a organização da demanda espontânea e programada de forma integrada. O conceito de 'acesso avançado' ou 'agenda aberta' é um exemplo de estratégia para melhorar o acesso, reduzir filas e promover a longitudinalidade do cuidado, evitando a compartimentalização que agendas verticalizadas podem gerar e fortalecendo o vínculo com a equipe de saúde.
Uma agenda verticalizada é aquela organizada por programas específicos (ex: diabetes, hipertensão, pré-natal), o que pode dificultar o acesso para outras demandas e a integralidade do cuidado, pois prioriza condições em detrimento da pessoa.
O objetivo é convencer usuários de baixo risco a utilizar menos a unidade e usuários de alto risco a utilizar mais, otimizando recursos e garantindo equidade no acesso, focando na necessidade de saúde real de cada indivíduo.
A verticalização da agenda pode criar barreiras de acesso, fragmentar o cuidado, dificultar a gestão da demanda espontânea e comprometer a longitudinalidade e integralidade da atenção, que são pilares da Atenção Primária à Saúde.
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