UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Gestante de 32 semanas, previamente hígida, deu entrada na emergência com aumento da pressão arterial há uma semana, apresentando aferição PA 140 X95 mmHG. Realizado internação na enfermaria de alto risco, os exames laboratoriais de admissão demonstraram: hemoglobina: 13 g/dL; plaquetas: 103.000 mm3; TGO: 102 U/L; TGP:90, LDH: 610; ácido úrico: 6,9; proteinúria de 24 horas: 2 g. Após dois dias, apresentou cefaleia intensa, náuseas, dois episódios de vômitos e PA de 150/110 mmHg seguida de crise convulsiva. Qual o provável diagnóstico e a conduta a ser tomada?
Pré-eclâmpsia grave + crise convulsiva = Eclâmpsia → Sulfato de Magnésio, controle PA, estabilização e interrupção da gestação.
A eclâmpsia é uma emergência obstétrica que exige tratamento imediato com Sulfato de Magnésio para controle das convulsões e prevenção de recorrência, seguido de estabilização materna e interrupção da gestação.
A eclâmpsia é uma das complicações mais graves da gestação, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia. Representa uma emergência obstétrica com alto risco de morbimortalidade materna e perinatal, sendo crucial o reconhecimento precoce e a intervenção imediata. O diagnóstico baseia-se na presença de pré-eclâmpsia (hipertensão arterial e proteinúria após 20 semanas de gestação, muitas vezes com sinais de gravidade como plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, cefaleia intensa) seguida por uma crise convulsiva. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e vasospasmo, afetando múltiplos órgãos, incluindo o sistema nervoso central. A conduta na eclâmpsia é emergencial e multifacetada. O tratamento inicial visa controlar as convulsões com Sulfato de Magnésio, que é o anticonvulsivante de escolha. Simultaneamente, deve-se controlar a pressão arterial para prevenir complicações cerebrais. Após a estabilização materna, a interrupção da gestação é a medida definitiva, pois a remoção da placenta é a única forma de reverter a doença. O bem-estar fetal é monitorado, mas a prioridade inicial é a estabilização da mãe.
A eclâmpsia é diagnosticada quando uma gestante com pré-eclâmpsia (hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação) desenvolve convulsões tônico-clônicas generalizadas que não são atribuíveis a outras causas.
O Sulfato de Magnésio é o fármaco de primeira escolha para o tratamento e prevenção de recorrência das convulsões na eclâmpsia, administrado por via intravenosa.
Após a estabilização da mãe, incluindo o controle das convulsões com Sulfato de Magnésio e da pressão arterial, a interrupção da gestação é a conduta definitiva para resolver a eclâmpsia, independentemente da idade gestacional.
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