FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
Paciente gestante, 38 semanas de gestação adentra o pronto-socorro convulsionando. PA 190/120 mmHg. BCF positivo. Considerando os passos de atendimento durante o quadro de eclampsia, o que faria você?
Eclampsia → 1º estabilizar mãe (via aérea, sulfato Mg, anti-hipertensivo), DEPOIS pensar no parto.
No manejo da eclampsia, a prioridade é a estabilização materna, incluindo suporte ventilatório, controle das convulsões com sulfato de magnésio e da hipertensão grave. A interrupção da gestação (parto) deve ser considerada somente após a estabilização da mãe.
A eclampsia é uma emergência obstétrica grave, definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, sem outra causa neurológica identificável. Representa a forma mais grave da doença hipertensiva específica da gestação (DHEG) e é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, vasospasmo e hipoperfusão de múltiplos órgãos, incluindo o cérebro. O diagnóstico é clínico, e a conduta inicial é focada na estabilização materna: proteção da via aérea, prevenção de lesões durante a convulsão, administração de sulfato de magnésio para controle das convulsões e anti-hipertensivos (como hidralazina, labetalol ou nifedipino) para controle da pressão arterial grave. Após a estabilização da mãe, a interrupção da gestação é o tratamento definitivo, independentemente da idade gestacional. A via de parto deve ser individualizada, considerando as condições obstétricas e a vitalidade fetal. O sulfato de magnésio deve ser mantido por pelo menos 24 horas após o parto ou a última convulsão para prevenir recorrências.
A eclampsia é caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia (hipertensão e proteinúria), podendo ser precedida por cefaleia intensa, alterações visuais e dor epigástrica.
O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha para a eclampsia, administrado por via intravenosa, sendo eficaz na prevenção e controle das convulsões e na neuroproteção fetal.
O parto é indicado após a estabilização da paciente, ou seja, após o controle das convulsões e da pressão arterial. A via de parto (vaginal ou cesariana) dependerá das condições obstétricas e da urgência clínica.
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