SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Gestante de 36 semanas dá entrada em pronto-atendimento obstétrico, com PA: 160/110 mmHG, crises convulsivas e feto vivo. Nessa situação, o controle das crises convulsivas deverá ser realizado, inicialmente, com
Eclâmpsia (PA elevada + convulsão) → Sulfato de magnésio é a primeira escolha para controle da crise.
A eclâmpsia é uma emergência obstétrica caracterizada por convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes com pré-eclâmpsia. O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha devido à sua eficácia e neuroproteção, sendo superior a outros anticonvulsivantes.
A eclâmpsia representa uma das complicações mais graves da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes, puérperas ou mulheres no pós-parto imediato, sem outra causa neurológica identificável. Sua incidência varia globalmente, mas permanece uma causa significativa de morbimortalidade materna e perinatal, especialmente em países em desenvolvimento. O reconhecimento precoce da pré-eclâmpsia e o manejo adequado são cruciais para prevenir a progressão para eclâmpsia. A fisiopatologia da eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoconstrição e isquemia cerebral, resultando em edema e irritabilidade cortical. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de convulsões em uma paciente com pré-eclâmpsia. É fundamental diferenciar a eclâmpsia de outras causas de convulsão na gestação, como epilepsia preexistente ou acidentes vasculares cerebrais. A monitorização da pressão arterial, da função renal e hepática, e do bem-estar fetal são passos essenciais. O tratamento da eclâmpsia visa primeiramente controlar as convulsões e prevenir recorrências, sendo o sulfato de magnésio o fármaco de primeira linha. Após a estabilização da paciente, a interrupção da gestação é o tratamento definitivo, independentemente da idade gestacional, uma vez que a patologia de base é a placenta. A escolha da via de parto dependerá das condições obstétricas e da urgência clínica. O prognóstico materno e fetal melhora significativamente com o manejo rápido e eficaz.
A eclâmpsia é caracterizada por convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, que inclui hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) e proteinúria, ou sinais de disfunção orgânica.
O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha na eclâmpsia devido à sua alta eficácia na prevenção e controle das convulsões, além de oferecer neuroproteção. Ele age estabilizando a membrana neuronal e reduzindo a liberação de acetilcolina.
Após o controle da crise com sulfato de magnésio, a conduta inclui a estabilização da paciente, monitoramento materno-fetal e a interrupção da gestação, que é o tratamento definitivo da eclâmpsia, geralmente por via vaginal ou cesariana, dependendo das condições obstétricas.
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