Eclâmpsia: Manejo da Crise Convulsiva na Gestação

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023

Enunciado

Gestante de 19 anos, Gesta I para 0, idade gestacional de 37 semanas, trazida à emergência com quadro de convulsão tônico-clônica generalizada. A acompanhante relata que era saudável, sem convulsões prévias, ou complicações no pré-natal. Ao exame: PA = 160x 100mmHg, desorientada, BCF= 120 bpm, ausência de contração uterina. Qual a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Hidralazina EV até a PA reduzir a 120x80 mmHg.
  2. B) Verificar vias aéreas superiores, acesso venoso e parto imediato.
  3. C) Sulfato de Magnésio, mesmo se diurese e função renal desconhecidas.
  4. D) Fenitoína EV e solicitar ultrassonografia para confirmar idade gestacional.
  5. E) Estabilizar a paciente e encaminha-la para pesquisa de maturidade fetal.

Pérola Clínica

Convulsão em gestante hipertensa > 20 semanas → Eclâmpsia. Conduta: Sulfato de Magnésio (anticonvulsivante) + controle PA + estabilização.

Resumo-Chave

A eclâmpsia é uma emergência obstétrica caracterizada por convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes com pré-eclâmpsia. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para o tratamento e profilaxia de novas convulsões, sendo seguro e eficaz. Sua administração é prioritária, mesmo antes da avaliação completa da função renal, que deve ser monitorada posteriormente.

Contexto Educacional

A eclâmpsia é uma das complicações mais graves da gravidez, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, após a 20ª semana de gestação ou até 6 semanas pós-parto. É uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir morbimortalidade materna e fetal. A incidência varia, mas é uma causa significativa de mortalidade materna globalmente. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de convulsões em uma gestante hipertensa. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e vasospasmo, levando a isquemia cerebral. A conduta inicial foca na estabilização da paciente, proteção das vias aéreas e interrupção da crise convulsiva. O sulfato de magnésio é o tratamento de primeira linha para a eclâmpsia, sendo superior a outros anticonvulsivantes na prevenção de recorrências. A dose de ataque deve ser administrada prontamente, mesmo antes da avaliação completa da função renal, que deve ser monitorada posteriormente. Após o controle da convulsão e estabilização materna, a interrupção da gravidez é a conduta definitiva, geralmente por indução do parto ou cesariana, dependendo da idade gestacional e condições maternas/fetais.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de eclâmpsia?

Eclâmpsia é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas neurológicas para as convulsões. Pode ocorrer antes, durante ou após o parto.

Por que o sulfato de magnésio é a droga de escolha para eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha para eclâmpsia e pré-eclâmpsia grave porque é mais eficaz na prevenção de convulsões recorrentes e tem um perfil de segurança favorável em comparação com outros anticonvulsivantes, como fenitoína ou diazepam.

Quais são os cuidados ao administrar sulfato de magnésio?

Durante a administração de sulfato de magnésio, é crucial monitorar a paciente para sinais de toxicidade, como depressão respiratória, perda de reflexos patelares e oligúria. É importante ter gluconato de cálcio disponível como antídoto.

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