Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Gestante é encaminhada ao pré-natal de alto risco, pois no exame citológico foi evidenciado presença de coilócitos. O mais provável diagnóstico neste caso é:
Coilócitos em citologia cervical → marcador patognomônico de infecção por HPV.
A presença de coilócitos no exame citopatológico cervical é um achado característico e patognomônico da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Este achado indica uma alteração celular induzida pelo vírus, sendo crucial para o diagnóstico e manejo no pré-natal de alto risco.
A presença de coilócitos no exame citopatológico cervical é um achado de extrema importância na prática ginecológica e obstétrica, especialmente no contexto do pré-natal de alto risco. Os coilócitos são células escamosas anormais que apresentam características morfológicas específicas, como um halo perinuclear claro e um núcleo hipercromático e irregular. Sua identificação é patognomônica da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), o principal agente etiológico das lesões pré-cancerígenas e do câncer de colo uterino. A epidemiologia do HPV é vasta, sendo uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns globalmente. A fisiopatologia da formação dos coilócitos está diretamente ligada à ação do HPV nas células epiteliais. O vírus induz alterações citoplasmáticas e nucleares que resultam na morfologia característica dos coilócitos, refletindo a replicação viral e a alteração do ciclo celular. O diagnóstico é feito através da citologia cervical (Papanicolau), que permite a triagem e identificação precoce dessas alterações. Em gestantes, a detecção de coilócitos exige um manejo cuidadoso, pois a infecção por HPV pode persistir ou progredir durante a gravidez, embora a maioria das lesões de baixo grau regrida espontaneamente. O tratamento da infecção por HPV em gestantes é conservador, com acompanhamento rigoroso e colposcopia, se indicada, para avaliar a extensão e o grau das lesões. Procedimentos invasivos são geralmente postergados para o pós-parto, a menos que haja suspeita de lesão de alto grau com risco de progressão para câncer invasivo. O prognóstico para a maioria das gestantes com coilócitos é bom, com muitas lesões regredindo após o parto. A educação sobre prevenção, incluindo vacinação contra HPV e sexo seguro, é fundamental para reduzir a incidência e as complicações associadas a esta infecção.
Além dos coilócitos, a infecção por HPV pode apresentar disceratose, binucleação, hipercromasia nuclear e halo perinuclear, que são alterações celulares características.
A conduta inicial para gestantes com coilócitos envolve acompanhamento mais rigoroso no pré-natal de alto risco, podendo incluir colposcopia e biópsia se houver lesões de alto grau, sempre com cautela para evitar procedimentos invasivos desnecessários durante a gestação.
Os coilócitos são queratinócitos escamosos com núcleos irregulares, hipercromáticos e frequentemente binucleados, circundados por um halo perinuclear claro (vacuolização citoplasmática), resultantes da replicação viral do HPV.
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