UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Gestante 41 anos de idade, G2 P0 A1, deu entrada no pronto atendimento obstétrico com níveis elevados de pressão arterial e apresentando quadro convulsivo. Foi prescrito hidralazina e sulfato de magnésio no esquema de Zuspan (dose de ataque e manutenção). Após 07 horas de evolução foi observada diminuição significativa dos reflexos patelares, frequência respiratória de 12 irpm, diurese de 10 mL/hora e dosagem sérica de magnésio de 13 mEq/L. Para o referido caso a melhor conduta é:
Intoxicação por Mg (reflexos ↓, FR ↓, oligúria, Mg sérico ↑) → Suspender Mg + Gluconato de Cálcio 10%.
A paciente apresenta sinais clássicos de intoxicação por sulfato de magnésio: hiporreflexia, depressão respiratória (FR 12 irpm), oligúria e níveis séricos elevados de magnésio (13 mEq/L). A conduta imediata é suspender o sulfato de magnésio e administrar gluconato de cálcio como antídoto.
A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes, puérperas ou no pós-parto imediato, sem outra causa neurológica. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, devido à sua eficácia e segurança. No entanto, sua administração requer monitorização cuidadosa devido ao risco de intoxicação. A intoxicação por sulfato de magnésio (hipermagnesemia) é uma complicação potencialmente fatal. Os sinais clínicos de toxicidade progridem com o aumento dos níveis séricos de magnésio. Inicialmente, observa-se a perda dos reflexos patelares (níveis > 8-10 mEq/L). Com níveis mais elevados, ocorre depressão respiratória (FR < 12 irpm), que pode evoluir para parada respiratória. A oligúria (diurese < 25 mL/hora) é outro sinal importante, pois o magnésio é excretado principalmente pelos rins, e a disfunção renal aumenta o risco de toxicidade. Diante de sinais de intoxicação por magnésio, a conduta imediata é suspender a infusão do sulfato de magnésio. O antídoto específico é o gluconato de cálcio a 10%, administrado por via intravenosa lenta, que antagoniza os efeitos neuromusculares do magnésio. Além disso, medidas de suporte respiratório podem ser necessárias. A prevenção da intoxicação envolve a correta dosagem, monitorização dos reflexos, frequência respiratória e débito urinário, e ajuste da dose em casos de insuficiência renal.
Os principais sinais de intoxicação por sulfato de magnésio incluem a perda ou diminuição dos reflexos patelares, depressão respiratória (frequência respiratória abaixo de 12 irpm), oligúria (diurese < 25 mL/hora) e, em casos mais graves, parada cardíaca. Níveis séricos de magnésio acima de 8-10 mEq/L são preocupantes.
O gluconato de cálcio atua como um antagonista fisiológico do magnésio nos canais de cálcio, revertendo rapidamente os efeitos neuromusculares da hipermagnesemia, como a depressão respiratória e a perda dos reflexos. Ele não reduz os níveis séricos de magnésio, mas neutraliza seus efeitos tóxicos.
A monitorização rigorosa é fundamental para prevenir e detectar precocemente a intoxicação por magnésio. Inclui a avaliação regular dos reflexos patelares, frequência respiratória, débito urinário e, quando disponível, dosagem sérica de magnésio, especialmente em pacientes com disfunção renal.
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