Eclâmpsia na Gestação: Diagnóstico e Manejo Urgente

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019

Enunciado

Gestante com 32 semanas de gestação dá entrada ao pronto- atendimento trazida por familiares após relato de crise convulsiva. Sem antecedente de convulsão prévia. Ao exame encontra-se em regular estado geral, agitada, com pressão arterial de 170x110 mmHg, com BCF de 140 bpm e dinâmica uterina ausente. Nesse caso, 

Alternativas

  1. A) deve ser prescrito hidralazina endovenosa para controle nos níveis pressóricos.
  2. B) deve-se prescrever sulfato de magnésio devido ao diagnóstico de eclâmpsia e programar a resolução da gestação.
  3. C) deve-se deixar a paciente em decúbito lateral esquerdo para reaferir a pressão e avaliar a necessidade de prescrição de anti-hipertensivos. 
  4. D) deve-se proceder a realização de cesárea de emergência, com anestesia geral.
  5. E) deve-se prescrever benzodiazepínico para controle da crise convulsiva e sedação da paciente.

Pérola Clínica

Gestante + PA elevada + convulsão = Eclâmpsia → Sulfato de Magnésio + Resolução da gestação.

Resumo-Chave

O quadro de crise convulsiva em gestante com hipertensão arterial, sem histórico prévio de convulsões, é diagnóstico de eclâmpsia. A conduta imediata é a interrupção da crise com sulfato de magnésio e, após estabilização materna, a resolução da gestação, independentemente da idade gestacional.

Contexto Educacional

A eclâmpsia é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas neurológicas. A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, que afeta cerca de 5-8% das gestações, e a eclâmpsia representa a sua forma mais grave, com risco significativo de morbimortalidade materna e fetal. O diagnóstico de eclâmpsia é clínico: uma gestante com hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) e proteinúria (ou sinais de disfunção de órgão-alvo) que desenvolve uma crise convulsiva. A crise convulsiva é um evento agudo que requer intervenção imediata para proteger a mãe e o feto. O manejo da eclâmpsia envolve duas etapas principais: o controle da crise convulsiva e a resolução da gestação. O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para interromper a crise e prevenir recorrências, sendo administrado em dose de ataque e manutenção. Após a estabilização materna, a resolução da gestação é o tratamento definitivo, independentemente da idade gestacional, pois a placenta é a fonte da patologia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para eclâmpsia?

A eclâmpsia é diagnosticada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia (hipertensão e proteinúria ou disfunção de órgão-alvo), na ausência de outras causas de convulsão.

Qual é o tratamento de primeira linha para a crise convulsiva na eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha para o tratamento e prevenção de recorrência das crises convulsivas na eclâmpsia, administrado em dose de ataque e manutenção.

Por que a resolução da gestação é fundamental no manejo da eclâmpsia?

A resolução da gestação é o tratamento definitivo da eclâmpsia, pois a causa subjacente (doença trofoblástica) só é eliminada com o parto. A estabilização materna precede a decisão sobre a via e o momento do parto.

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