FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Em relação às gestações gemelares, assinale a alternativa correta.
Gestações monocoriônicas monoamnióticas → interrupção eletiva com 32 semanas devido a altos riscos.
Gestações gemelares monocoriônicas e monoamnióticas (MCMA) apresentam o maior risco de complicações, como entrelaçamento de cordões e óbito fetal súbito. Por isso, a interrupção eletiva da gestação é recomendada por volta de 32 semanas, após a corticoterapia para maturação pulmonar, para evitar esses desfechos adversos.
As gestações gemelares representam um desafio obstétrico devido ao maior risco de complicações maternas e fetais. A classificação da corionicidade e amnioticidade é crucial para o manejo, sendo as gestações monocoriônicas monoamnióticas (MCMA) as de maior risco. A incidência de gestações gemelares tem aumentado devido ao uso de técnicas de reprodução assistida. A fisiopatologia das complicações em gestações gemelares varia conforme a corionicidade. Em MCMA, o compartilhamento da mesma placenta e saco amniótico aumenta o risco de entrelaçamento dos cordões, síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) e restrição seletiva de crescimento. O diagnóstico precoce da corionicidade por ultrassonografia no primeiro trimestre é fundamental para estratificar o risco e planejar o acompanhamento. O tratamento e a conduta dependem do tipo de gemelaridade. Para gestações MCMA, a vigilância intensiva e a interrupção eletiva por volta de 32 semanas, após a corticoterapia para maturação pulmonar, são as condutas padrão para minimizar o risco de óbito fetal súbito. Outras considerações incluem o manejo do trabalho de parto, que pode ser vaginal ou cesariana, dependendo da apresentação fetal e da história obstétrica materna.
As gestações monocoriônicas monoamnióticas apresentam alto risco de entrelaçamento dos cordões umbilicais, levando à compressão e óbito fetal súbito. Outras complicações incluem prematuridade, restrição de crescimento e malformações.
A interrupção com 32 semanas é recomendada para equilibrar o risco de prematuridade com o risco crescente de óbito fetal súbito devido ao entrelaçamento dos cordões. Após essa idade gestacional, os riscos de complicações superam os benefícios de prolongar a gestação.
A apresentação não cefálica do primeiro gemelar geralmente contraindica a tentativa de parto vaginal, independentemente do peso fetal estimado, devido ao risco aumentado de prolapso de cordão, distocia e complicações para ambos os fetos. A cesariana é a via de parto preferencial nesses casos.
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