Gestações Gemelares: Manejo e Idade de Interrupção

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022

Enunciado

Em relação às gestações gemelares, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Primeiro gemelar em apresentação não cefálica permite tentativa de parto vaginal, na dependência do peso estimado fetal.
  2. B) Os casos de restrição seletiva de crescimento fetal só ocorrem nas gestações dicoriônicas.
  3. C) Gestação gemelar com 1 cesárea anterior é indicação de cesárea.
  4. D) Para corticoprofilaxia, deve-se usar o dobro da dose de corticoide.
  5. E) Gestações monocoriônicas e monoamnióticas devem ser interrompidas com 32 semanas.

Pérola Clínica

Gestações monocoriônicas monoamnióticas → interrupção eletiva com 32 semanas devido a altos riscos.

Resumo-Chave

Gestações gemelares monocoriônicas e monoamnióticas (MCMA) apresentam o maior risco de complicações, como entrelaçamento de cordões e óbito fetal súbito. Por isso, a interrupção eletiva da gestação é recomendada por volta de 32 semanas, após a corticoterapia para maturação pulmonar, para evitar esses desfechos adversos.

Contexto Educacional

As gestações gemelares representam um desafio obstétrico devido ao maior risco de complicações maternas e fetais. A classificação da corionicidade e amnioticidade é crucial para o manejo, sendo as gestações monocoriônicas monoamnióticas (MCMA) as de maior risco. A incidência de gestações gemelares tem aumentado devido ao uso de técnicas de reprodução assistida. A fisiopatologia das complicações em gestações gemelares varia conforme a corionicidade. Em MCMA, o compartilhamento da mesma placenta e saco amniótico aumenta o risco de entrelaçamento dos cordões, síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) e restrição seletiva de crescimento. O diagnóstico precoce da corionicidade por ultrassonografia no primeiro trimestre é fundamental para estratificar o risco e planejar o acompanhamento. O tratamento e a conduta dependem do tipo de gemelaridade. Para gestações MCMA, a vigilância intensiva e a interrupção eletiva por volta de 32 semanas, após a corticoterapia para maturação pulmonar, são as condutas padrão para minimizar o risco de óbito fetal súbito. Outras considerações incluem o manejo do trabalho de parto, que pode ser vaginal ou cesariana, dependendo da apresentação fetal e da história obstétrica materna.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais riscos das gestações monocoriônicas monoamnióticas?

As gestações monocoriônicas monoamnióticas apresentam alto risco de entrelaçamento dos cordões umbilicais, levando à compressão e óbito fetal súbito. Outras complicações incluem prematuridade, restrição de crescimento e malformações.

Por que a interrupção da gestação monocoriônica monoamniótica é recomendada com 32 semanas?

A interrupção com 32 semanas é recomendada para equilibrar o risco de prematuridade com o risco crescente de óbito fetal súbito devido ao entrelaçamento dos cordões. Após essa idade gestacional, os riscos de complicações superam os benefícios de prolongar a gestação.

A apresentação não cefálica do primeiro gemelar impede o parto vaginal?

A apresentação não cefálica do primeiro gemelar geralmente contraindica a tentativa de parto vaginal, independentemente do peso fetal estimado, devido ao risco aumentado de prolapso de cordão, distocia e complicações para ambos os fetos. A cesariana é a via de parto preferencial nesses casos.

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