DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2023
As gestações gemelares monocoriônicas / monoamnióticas devem ter o parto programado para a idade gestacional:
Gestações monocoriônicas/monoamnióticas → parto programado entre 32-34 semanas devido alto risco.
Gestações gemelares monocoriônicas/monoamnióticas apresentam o maior risco de complicações, como entrelaçamento de cordões e síndrome de transfusão feto-fetal, justificando um parto programado mais precoce para minimizar riscos perinatais.
Gestações gemelares monocoriônicas/monoamnióticas (MC/MA) representam o tipo mais raro e de maior risco entre as gestações múltiplas, ocorrendo em aproximadamente 1% das gestações gemelares. Caracterizam-se por compartilhar a mesma placenta (monocoriônica) e o mesmo saco amniótico (monoamniótica), o que as expõe a riscos únicos e graves. A fisiopatologia de alto risco está ligada à proximidade dos fetos e à partilha de recursos. As complicações mais temidas incluem o entrelaçamento dos cordões umbilicais, que pode levar à compressão e óbito fetal súbito, e a síndrome de transfusão feto-fetal (STFF), embora esta seja mais comum em gestações MC/DA. O diagnóstico é feito por ultrassonografia precoce, que identifica a ausência de membrana interamniótica. Devido aos riscos significativos, especialmente o entrelaçamento de cordões, o manejo dessas gestações requer vigilância intensiva e um planejamento cuidadoso do parto. A maioria das diretrizes recomenda o parto programado por cesariana entre 32 e 34 semanas de gestação, após a administração de corticoesteroides para maturação pulmonar fetal, visando otimizar os resultados perinatais.
São de alto risco devido à partilha da mesma placenta e do mesmo saco amniótico, o que aumenta a chance de complicações como síndrome de transfusão feto-fetal, restrição de crescimento seletiva e, principalmente, entrelaçamento dos cordões umbilicais.
A idade gestacional recomendada para o parto programado é entre 32 e 34 semanas, geralmente por via cesariana, para mitigar os riscos de complicações perinatais graves.
As principais complicações incluem entrelaçamento dos cordões umbilicais, síndrome de transfusão feto-fetal, restrição de crescimento intrauterino seletiva, anomalias congênitas e parto prematuro.
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