Gestações Monocoriônicas: Sinal do T Invertido na USG

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2022

Enunciado

Em gestações gemelares monocoriônicas-diamnióticas o achado ultrassonográfico característico é o sinal de:

Alternativas

  1. A) T invertido.
  2. B) Lambda.
  3. C) Chama da vela.
  4. D) Roberts.

Pérola Clínica

Gestações monocoriônicas-diamnióticas → Sinal do T invertido na ultrassonografia.

Resumo-Chave

O sinal do T invertido é o achado ultrassonográfico característico de gestações gemelares monocoriônicas-diamnióticas. Ele se refere à inserção da membrana intergemelar na placenta, que forma um ângulo de 90 graus, assemelhando-se a um "T" invertido. Este sinal indica que os fetos compartilham uma única placenta (monocoriônica) mas possuem suas próprias bolsas amnióticas (diamniótica), o que confere riscos específicos como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF).

Contexto Educacional

As gestações gemelares monocoriônicas-diamnióticas (MCDA) representam um tipo específico de gestação múltipla onde os fetos compartilham uma única placenta (monocoriônica), mas possuem suas próprias bolsas amnióticas (diamniótica). A correta determinação da corionicidade e amnionicidade é um dos pilares fundamentais no manejo da gestação gemelar, pois influencia diretamente o risco de complicações e a frequência do acompanhamento ultrassonográfico. O achado ultrassonográfico característico que permite identificar uma gestação MCDA é o "sinal do T invertido". Este sinal é observado na inserção da membrana intergemelar na superfície placentária. Em gestações monocoriônicas, a membrana que separa os dois sacos amnióticos é muito fina e se insere na placenta de forma perpendicular, formando um ângulo de 90 graus, o que visualmente se assemelha a um "T" invertido. A identificação precoce do sinal do T invertido é vital, idealmente no primeiro trimestre, pois gestações MCDA apresentam riscos significativamente maiores de complicações específicas, como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento fetal seletiva e óbito de um dos fetos. O compartilhamento placentário e as anastomoses vasculares são a base fisiopatológica dessas complicações. O reconhecimento deste sinal permite um monitoramento mais intensivo e a implementação de intervenções terapêuticas oportunas, quando necessário, para melhorar os desfechos perinatais.

Perguntas Frequentes

Qual a importância de determinar a corionicidade em gestações gemelares?

Determinar a corionicidade é crucial para o manejo da gestação gemelar, pois gestações monocoriônicas (que compartilham placenta) têm um risco significativamente maior de complicações como STFF, RCF seletiva e óbito fetal, exigindo monitoramento mais rigoroso.

Como o sinal do T invertido se diferencia do sinal do Lambda?

O sinal do T invertido é visto em gestações monocoriônicas, onde a membrana intergemelar é fina e se insere perpendicularmente na placenta. O sinal do Lambda (ou twin peak) é característico de gestações dicoriônicas, com uma membrana mais espessa que se projeta na placenta em forma de triângulo.

Quais as principais complicações associadas às gestações monocoriônicas-diamnióticas?

As principais complicações incluem a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), Restrição de Crescimento Fetal seletiva, sequência de anemia-policitemia (TAPS) e óbito de um dos fetos, todas relacionadas ao compartilhamento placentário.

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