HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
As gestações gemelares requerem atenção especial, pois contribuem de forma significativa para o aumento das complicações perinatais; parte dessas complicações são atribuídas a distúrbios do crescimento de um ou de ambos os fetos. A respeito das gestações múltiplas, assinale a alternativa correta.
Gestações monocoriônicas podem ser diamnióticas (mais comum) ou monoamnióticas.
A gestação gemelar monocoriônica significa que os fetos compartilham a mesma placenta. No entanto, eles podem ter suas próprias bolsas amnióticas (monocoriônica diamniótica) ou compartilhar a mesma bolsa (monocoriônica monoamniótica). A distinção é crucial para o manejo, pois a monoamniótica tem riscos adicionais, como o entrelaçamento dos cordões.
As gestações gemelares representam um desafio obstétrico significativo, contribuindo para um aumento substancial nas taxas de morbidade e mortalidade perinatal. A classificação da gestação gemelar em relação à corionicidade (número de placentas) e amnionicidade (número de bolsas amnióticas) é o fator prognóstico mais importante e deve ser determinada precocemente no primeiro trimestre por ultrassonografia. Gestações dicoriônicas (duas placentas) são geralmente menos complexas, embora ainda apresentem riscos aumentados de prematuridade e restrição de crescimento. Gestações monocoriônicas (uma placenta) são de alto risco devido à presença de anastomoses vasculares na placenta compartilhada, que podem levar a complicações graves como a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF), a Sequência de Anemia-Policitemia (TAPS) e a Sequência de Perfusão Arterial Reversa (TRAP). A compreensão dessas distinções é fundamental para o manejo pré-natal, que inclui vigilância ultrassonográfica intensificada e, em alguns casos, intervenções intrauterinas. O óbito de um feto em gestações monocoriônicas, por exemplo, acarreta um risco elevado de morte ou sequela neurológica para o feto sobrevivente devido à exsanguinação aguda através das anastomoses. Residentes devem estar aptos a identificar os tipos de gemelaridade e suas complicações para oferecer o melhor cuidado e aconselhamento às pacientes.
A gestação dicoriônica possui duas placentas separadas (ou uma placenta fusionada com duas circulações independentes) e dois âmnios, enquanto a monocoriônica compartilha uma única placenta. A dicoriônica pode ser diamniótica, e a monocoriônica pode ser diamniótica (dois âmnios) ou monoamniótica (um âmnio).
As gestações monocoriônicas apresentam riscos maiores devido às anastomoses vasculares na placenta compartilhada. As principais complicações incluem a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF), a Sequência de Anemia-Policitemia (TAPS), a Sequência de Perfusão Arterial Reversa (TRAP ou feto acárdico) e, em casos monoamnióticos, o entrelaçamento dos cordões umbilicais.
O sinal do lâmbda (ou twin peak sign) indica uma gestação dicoriônica, onde a membrana intergemelar se insere na placenta formando um triângulo de tecido placentário. O sinal do T (ou T-sign) indica uma gestação monocoriônica diamniótica, onde a membrana intergemelar se insere perpendicularmente na placenta, sem tecido placentário entre as camadas.
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