IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Sobre gestações gemelares, assinale a alternativa correta:
Gestações monocoriônicas não complicadas → parto entre 36-37 semanas para otimizar resultados.
A corionicidade é o fator mais importante na determinação do prognóstico e manejo das gestações gemelares. Gestações monocoriônicas, mesmo sem complicações aparentes, apresentam maior risco de intercorrências como restrição de crescimento, pré-eclâmpsia e óbito fetal. Por isso, a antecipação do parto para 36-37 semanas é uma medida protetiva para reduzir esses riscos, enquanto nas dicoriônicas o parto pode ser postergado um pouco mais.
As gestações gemelares representam um desafio significativo na obstetrícia, com riscos aumentados para a mãe e para os fetos em comparação com gestações únicas. A corionicidade, ou seja, o número de placentas, é o fator mais crítico para determinar o prognóstico e o manejo dessas gestações, sendo fundamental para a prática clínica e para questões de residência. As gestações dicoriônicas (duas placentas) podem ser dizigóticas (gêmeos não idênticos) ou monozigóticas (gêmeos idênticos), e geralmente apresentam riscos menores de complicações específicas de gemelaridade, embora ainda tenham maior incidência de prematuridade e restrição de crescimento em comparação com gestações únicas. Já as gestações monocoriônicas (uma placenta) são sempre monozigóticas e carregam riscos substancialmente maiores devido ao compartilhamento placentário e às anastomoses vasculares, que podem levar a complicações como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva e óbito fetal. Para o manejo, a idade gestacional do parto é um ponto crucial. Em gestações monocoriônicas não complicadas, a recomendação atual é antecipar o parto para 36 a 37 semanas para mitigar os riscos de complicações tardias. Nas gestações dicoriônicas, o parto pode ser considerado um pouco mais tarde, geralmente entre 37 e 38 semanas. É essencial que o residente compreenda essas diferenças para um acompanhamento pré-natal adequado e para a tomada de decisões sobre o momento do parto, visando otimizar os resultados maternos e perinatais.
Gestações monocoriônicas compartilham uma única placenta, o que as torna mais suscetíveis a complicações como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal. Gestações dicoriônicas possuem duas placentas separadas, apresentando riscos menores e mais semelhantes aos de gestações únicas, embora ainda aumentados em relação a estas.
A antecipação do parto para 36 a 37 semanas em gestações monocoriônicas não complicadas visa reduzir o risco de complicações tardias, como restrição de crescimento intrauterino, óbito fetal inexplicado e pré-eclâmpsia, que são mais frequentes nesse tipo de gestação devido ao compartilhamento placentário.
As restrições de crescimento intrauterino são mais frequentes em gestações monocoriônicas. Isso se deve às conexões vasculares na placenta única, que podem levar a desequilíbrios de fluxo sanguíneo entre os fetos, resultando em restrição de crescimento seletiva ou outras complicações.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo