HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Sobre as gestações gemelares é correto afirmar:
Toda gestação monocoriônica é monozigótica, mas nem toda monozigótica é monocoriônica.
A corionicidade (número de placentas) e a zigoticidade (número de zigotos) são conceitos cruciais em gestações gemelares. Gestações monocoriônicas sempre resultam de um único zigoto (monozigóticas), mas um zigoto pode se dividir precocemente e formar duas placentas (dicoriônica).
As gestações gemelares representam um desafio obstétrico devido ao maior risco de complicações maternas e fetais. A compreensão da corionicidade (número de placentas) e da amnionicidade (número de bolsas amnióticas) é fundamental para o manejo e prognóstico. A corionicidade é determinada pelo momento da divisão do zigoto e é o fator mais importante para prever os riscos e a necessidade de acompanhamento especializado. Gestações dicoriônicas-diamnióticas (DC/DA) são as mais comuns e de menor risco, enquanto as monocoriônicas-diamnióticas (MC/DA) e monocoriônicas-monoamnióticas (MC/MA) apresentam riscos significativamente maiores. Em termos de zigoticidade, as gestações podem ser monozigóticas (originadas de um único zigoto, resultando em gêmeos idênticos) ou dizigóticas (originadas de dois zigotos diferentes, resultando em gêmeos fraternos). É crucial notar que todas as gestações dizigóticas são dicoriônicas. No entanto, as gestações monozigóticas podem ser dicoriônicas (se a divisão ocorrer nos primeiros 3 dias), monocoriônicas-diamnióticas (divisão entre 4-8 dias) ou monocoriônicas-monoamnióticas (divisão entre 8-13 dias). A divisão após 13 dias pode resultar em gêmeos conjugados. A identificação precoce da corionicidade, preferencialmente no primeiro trimestre por ultrassonografia, é essencial para estratificar o risco e planejar o acompanhamento pré-natal. Gestações monocoriônicas exigem vigilância mais intensiva devido ao risco de complicações específicas como a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) e a restrição de crescimento intrauterino seletiva. O conhecimento aprofundado desses conceitos é indispensável para residentes e profissionais da área de obstetrícia para otimizar os resultados materno-fetais.
A gestação monocoriônica possui uma única placenta compartilhada pelos fetos, enquanto a gestação dicoriônica possui duas placentas separadas. A corionicidade é um fator determinante para o risco de complicações.
Uma gestação monocoriônica ocorre quando um único zigoto se divide após a formação do córion (entre o 4º e o 8º dia pós-fertilização), resultando em fetos geneticamente idênticos que compartilham a mesma placenta.
Gestações monocoriônicas apresentam maior risco de complicações como a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento intrauterino seletiva, anomalias congênitas e maior mortalidade perinatal devido ao compartilhamento placentário.
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