Gestações Gemelares: Corionicidade e Manejo Clínico

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023

Enunciado

O acompanhamento e a conduta nas gestações gemelares baseiam-se fundamentalmente no tipo de corionicidade, quando as gestações

Alternativas

  1. A) dicoriônicas apresentam duas placentas e uma cavidade monoamniótica.
  2. B) monocoriônicas diamnióticas apresentam uma placenta e duas cavidades amnióticas.
  3. C) monocoriônicas monoamnióticas apresentam duas placentas e duas cavidades amnióticas.
  4. D) monocoriônicas monoamnióticas com fetos unidos apresentam duas placentas e uma cavidade amniótica.

Pérola Clínica

Gestações gemelares: corionicidade determina riscos e manejo; monocoriônica diamniótica = 1 placenta, 2 âmnios.

Resumo-Chave

O tipo de corionicidade (número de placentas) é o fator mais importante para determinar o risco e o manejo das gestações gemelares, sendo as monocoriônicas as de maior risco devido às anastomoses vasculares.

Contexto Educacional

As gestações gemelares representam um desafio obstétrico devido ao maior risco de complicações maternas e fetais. O acompanhamento e a conduta são fundamentalmente guiados pela corionicidade, ou seja, o número de placentas. A determinação da corionicidade e amnionicidade deve ser realizada preferencialmente no primeiro trimestre, entre 11 e 14 semanas, por ultrassonografia. Gestações dicoriônicas (duas placentas) são menos complexas, com riscos semelhantes a duas gestações únicas. Já as gestações monocoriônicas (uma placenta) apresentam maior risco devido à presença de anastomoses vasculares na placenta compartilhada, que podem levar a desequilíbrios na perfusão sanguínea entre os fetos. Dentro das monocoriônicas, as diamnióticas (duas cavidades amnióticas) são mais comuns e apresentam riscos como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF). As monocoriônicas monoamnióticas (uma cavidade amniótica) são as de maior risco, com alta taxa de mortalidade devido ao entrelaçamento dos cordões umbilicais. O manejo inclui vigilância ultrassonográfica intensiva e intervenções específicas conforme as complicações.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da corionicidade nas gestações gemelares?

A corionicidade é crucial porque determina os riscos de complicações, como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) e restrição de crescimento seletiva, que são mais comuns em gestações monocoriônicas.

Como diferenciar uma gestação dicoriônica de uma monocoriônica?

A diferenciação é feita por ultrassonografia no primeiro trimestre, observando o sinal do lambda (dicoriônica) ou o sinal do T (monocoriônica) na inserção da membrana intergemelar na placenta.

Quais são as principais complicações das gestações monocoriônicas?

As principais complicações incluem Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva, sequência de perfusão arterial reversa (TRAP) e anomalias congênitas.

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