HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
Sobre as gestações gemelares, assinale a alternativa falsa.
Gestações gemelares aumentam riscos maternos e fetais, mas não a incidência de trissomias.
A gemelaridade, especialmente a monocoriônica, está associada a diversas complicações como a síndrome de transfusão feto-fetal e maior risco de pré-eclâmpsia. No entanto, a incidência de anomalias cromossômicas como as trissomias não é intrinsecamente maior em gestações gemelares, mas sim relacionada à idade materna avançada.
As gestações gemelares representam um desafio obstétrico devido ao aumento significativo de riscos maternos e fetais. A classificação quanto à corionicidade (monocoriônica ou dicoriônica) e amnionicidade (monoamniótica ou diamniótica) é crucial, pois as gestações monocoriônicas, que compartilham a mesma placenta, são as que apresentam maior risco de complicações específicas, como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF). A STFF é uma condição grave que ocorre devido a anastomoses vasculares desequilibradas na placenta, levando a um feto doador e um feto receptor, com alta morbimortalidade se não tratada. Além da STFF, gestações gemelares, tanto monocoriônicas quanto dizigóticas, aumentam o risco de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e hemorragia pós-parto. A gemelaridade dizigótica (bivitelina), resultante da fertilização de dois óvulos por dois espermatozoides, é a forma mais comum de gemelaridade e sempre dicoriônica/diamniótica. É um equívoco comum associar a gemelaridade diretamente a um aumento na incidência de anomalias cromossômicas, como as trissomias. Embora a idade materna avançada seja um fator de risco para trissomias e também possa aumentar a chance de gestações gemelares dizigóticas, a gemelaridade em si não é um fator causal para trissomias. Portanto, a afirmação de que 'as trissomias são mais comuns em gestações gemelares' é falsa. O rastreamento de aneuploidias em gestações gemelares segue princípios semelhantes aos de gestações únicas, mas com considerações adicionais devido à presença de múltiplos fetos.
As gestações gemelares apresentam maior risco de complicações maternas como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro, e complicações fetais como síndrome de transfusão feto-fetal, restrição de crescimento intrauterino e malformações.
A STFF é uma complicação grave de gestações monocoriônicas, onde há uma comunicação vascular desequilibrada na placenta, resultando em um feto doador (hipovolêmico, oligúrico) e um feto receptor (hipervolêmico, poliúrico).
Não, a gemelaridade em si não aumenta o risco de trissomias. O risco de trissomias está primariamente associado à idade materna avançada, independentemente de ser uma gestação única ou gemelar.
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