Gestações Gemelares: Tipos, Riscos e Manejo Clínico

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021

Enunciado

As gestações gemelares podem ocorrer de forma espontânea ou em decorrência de tratamentos de infertilidade. Assinale a alternativa que apresente respectivamente qual o tipo de gestação gemelar mais frequente em gestações espontâneas, qual o tipo mais frequente após fertilizações in vitro e qual a de maior risco de complicações fetais.

Alternativas

  1. A) Dizigóticas; dicoriônicas e monocoriônicas.
  2. B) Monozigóticas; dicoriônicas e dizigóticas.
  3. C) Monocoriônica; dizigóticas e dicoriônicas.
  4. D) Dicoriônica; monocoriônica e monozigótica.
  5. E) Dizigóticas; monozigóticas e monocoriônicas.

Pérola Clínica

Gestações dizigóticas são mais comuns espontaneamente; monocoriônicas, especialmente monoamnióticas, têm maior risco de complicações fetais.

Resumo-Chave

Gestações dizigóticas (fraternas) são as mais frequentes espontaneamente e sempre dicoriônicas. Gestações monocoriônicas, que podem ser monozigóticas, apresentam maior risco de complicações fetais, como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal, devido ao compartilhamento da placenta.

Contexto Educacional

Gestações gemelares, ou gravidez múltipla, podem ser classificadas quanto à zigoticidade (dizigóticas ou monozigóticas) e à corionicidade/amnioticidade (dicoriônica/diamniótica, monocoriônica/diamniótica, monocoriônica/monoamniótica). As gestações dizigóticas, resultantes da fertilização de dois óvulos distintos, são as mais frequentes em gestações espontâneas e são sempre dicoriônicas e diamnióticas. As gestações monozigóticas, que se originam de um único zigoto que se divide, podem ser dicoriônicas/diamnióticas (divisão precoce), monocoriônicas/diamnióticas (divisão intermediária) ou monocoriônicas/monoamnióticas (divisão tardia). A fertilização in vitro (FIV) aumenta a incidência de gestações gemelares, principalmente dizigóticas, devido à transferência de múltiplos embriões. O tipo de gestação gemelar com maior risco de complicações fetais é a monocoriônica, especialmente a monocoriônica monoamniótica. Isso se deve ao compartilhamento da placenta, que pode levar a anastomoses vasculares e condições como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva, e maior risco de óbito fetal e prematuridade. O manejo dessas gestações requer acompanhamento especializado e monitoramento rigoroso.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar gestações gemelares dizigóticas de monozigóticas?

Gestações dizigóticas resultam de dois óvulos fertilizados por dois espermatozoides, sendo sempre dicoriônicas e de sexos iguais ou diferentes. Monozigóticas resultam de um único óvulo fertilizado, dividindo-se posteriormente, podendo ser dicoriônicas, monocoriônicas diamnióticas ou monocoriônicas monoamnióticas.

Quais as principais complicações das gestações monocoriônicas?

As gestações monocoriônicas compartilham a mesma placenta, o que as predispõe a complicações como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva, sequência de perfusão arterial reversa (TRAP) e maior risco de óbito fetal.

Qual o impacto da fertilização in vitro na incidência de gestações gemelares?

A fertilização in vitro (FIV) aumenta significativamente a incidência de gestações gemelares, principalmente dizigóticas (dicoriônicas), devido à transferência de múltiplos embriões. Também há um pequeno aumento de monozigóticas.

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