HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Sobre as gestações gemelares é correto afirmar:
STFF ocorre APENAS em gestações monocoriônicas devido a anastomoses vasculares placentárias.
A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação exclusiva de gestações monocoriônicas, pois depende da existência de anastomoses vasculares na placenta compartilhada, permitindo a passagem desigual de sangue entre os fetos. Gestações dicoriônicas possuem placentas separadas, impossibilitando a STFF.
As gestações gemelares representam um desafio obstétrico devido ao aumento significativo dos riscos maternos e fetais. A classificação das gestações gemelares é fundamental para o manejo e prognóstico, sendo baseada principalmente na corionicidade (número de placentas) e amnionicidade (número de sacos amnióticos). Gestações dicoriônicas-diamnióticas (DC/DA) são as mais comuns e geralmente têm melhor prognóstico, enquanto as monocoriônicas (MC) apresentam maiores riscos. A distinção entre gestações dicoriônicas e monocoriônicas é crucial. Gestações dicoriônicas possuem duas placentas separadas (ou uma placenta fusionada, mas com circulação independente), enquanto gestações monocoriônicas compartilham uma única placenta. A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave e exclusiva das gestações monocoriônicas, decorrente de anastomoses vasculares desequilibradas na placenta compartilhada, levando a um feto doador e um feto receptor. Outras complicações incluem restrição de crescimento intrauterino seletiva, parto prematuro, pré-eclâmpsia e anomalias congênitas. O acompanhamento ultrassonográfico rigoroso é essencial para monitorar o crescimento fetal, a quantidade de líquido amniótico e a presença de complicações específicas de cada tipo de gemelaridade. O manejo pode envolver desde vigilância intensiva até intervenções intrauterinas, dependendo da gravidade das complicações.
A corionicidade (número de placentas) é o fator mais importante para determinar os riscos e o manejo das gestações gemelares, pois gestações monocoriônicas (placenta única) têm maior risco de complicações como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal e restrição de crescimento seletiva.
A STFF é uma complicação grave de gestações monocoriônicas, onde há um desequilíbrio na troca de sangue entre os fetos através de anastomoses vasculares placentárias, resultando em um feto doador (hipovolêmico, oligúrico) e um feto receptor (hipervolêmico, polidrâmnio).
Não. Gestações monozigóticas (originadas de um único óvulo fertilizado) podem ser dicoriônicas (se a divisão ocorrer nos primeiros 3 dias pós-fertilização), monocoriônicas diamnióticas (divisão entre 4-8 dias) ou monocoriônicas monoamnióticas (divisão após 8 dias).
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