UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Para uma gestante com 41 semanas e 6 dias, com índice de líquido amniótico de 8 cm, índice de Bishop de 4 e cardiotocografia com feto ativo e reativo, a conduta obstétrica indicada é:
Gestação 41s6d + Bishop 4 (colo imaturo) + ILA 8 (limítrofe) + CTG reativa → Maturação cervical com misoprostol, seguida de indução com ocitocina.
Em gestação pós-termo com colo imaturo (Bishop < 6) e feto em boas condições (CTG reativa, ILA limítrofe), a conduta é iniciar com maturação cervical para melhorar o Bishop, geralmente com misoprostol, e então proceder à indução do trabalho de parto com ocitocina. A cesariana é reservada para falha de indução ou sofrimento fetal.
A gestação pós-termo, definida como aquela que ultrapassa 42 semanas completas de gestação, ou a gestação prolongada (a partir de 41 semanas), requer atenção especial devido ao aumento dos riscos maternos e fetais. O acompanhamento inclui a avaliação do bem-estar fetal (cardiotocografia, perfil biofísico fetal, índice de líquido amniótico) e a avaliação do colo uterino pelo Índice de Bishop. No caso apresentado, a gestante está com 41 semanas e 6 dias, o que já justifica a intervenção. O Índice de Bishop de 4 indica um colo uterino imaturo ou desfavorável para a indução do trabalho de parto. Nesses casos, a maturação cervical é o primeiro passo essencial. O misoprostol é um agente uterotônico e cervicomadurador amplamente utilizado para esse fim, pois promove o amadurecimento do colo e pode iniciar as contrações. Após a maturação cervical, quando o colo se torna mais favorável (Bishop ≥ 6), a indução do trabalho de parto pode ser continuada ou iniciada com ocitocina intravenosa. A cardiotocografia reativa e o índice de líquido amniótico de 8 cm (considerado limítrofe, mas não francamente oligodramnia grave) indicam que o feto está em boas condições, permitindo a tentativa de parto vaginal via indução. A cesariana imediata seria reservada para casos de falha de indução ou comprometimento do bem-estar fetal.
A indução do trabalho de parto é indicada em gestações pós-termo (geralmente a partir de 41 semanas) para evitar riscos maternos e fetais associados à prolongação da gestação, como oligodramnia, insuficiência placentária e macrossomia.
Um Índice de Bishop de 4 indica um colo uterino imaturo ou desfavorável para a indução do trabalho de parto. Nesses casos, a maturação cervical (com misoprostol, por exemplo) é necessária antes da indução com ocitocina para aumentar as chances de sucesso do parto vaginal.
A sequência ideal é iniciar com um agente para maturação cervical (como misoprostol ou balão de Foley) para tornar o colo mais favorável. Uma vez que o colo esteja maduro (Bishop ≥ 6), procede-se com a indução do trabalho de parto com ocitocina intravenosa.
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