Conduta na Gestação Pós-termo com Oligodramnio

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Uma gestante de 28 anos, primigesta, com 41 semanas e 3 dias de gestação confirmada por ultrassonografia realizada com 8 semanas, comparece à consulta de pré-natal referindo percepção de redução da movimentação fetal nas últimas 12 horas. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, normotensa, com altura uterina de 36 cm e dinâmica uterina ausente. O toque vaginal revela colo posterior, grosso, fechado e esvaecimento de 0%. A cardiotocografia realizada no momento é classificada como Categoria I (feto reativo). A avaliação ultrassonográfica atual demonstra feto em apresentação cefálica, peso estimado no percentil 50 para a idade gestacional e índice de líquido amniótico (ILA) de 4,0 cm. Diante do quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que indica a conduta mais adequada.

Alternativas

  1. A) Internação hospitalar para indução do parto, iniciando com métodos de preparo cervical, como o uso de sonda de Foley ou análogos de prostaglandina.
  2. B) Solicitar Doppler de artéria umbilical e cerebral média para avaliar o grau de centralização fetal antes de definir a necessidade de interrupção da gravidez.
  3. C) Aguardar o início espontâneo do trabalho de parto até completar 42 semanas, mantendo a vigilância fetal com perfil biofísico fetal diário.
  4. D) Indicação de interrupção da gestação por meio de operação cesariana imediata, devido ao diagnóstico de sofrimento fetal crônico evidenciado pelo oligodramnio.

Pérola Clínica

Gestação > 41 semanas + Oligodramnio (ILA ≤ 5) → Indução do parto.

Resumo-Chave

A gestação pós-termo associada ao oligodramnio indica insuficiência placentária relativa, exigindo interrupção via indução se o bem-estar fetal estiver preservado.

Contexto Educacional

A gestação que atinge 41 semanas e 3 dias é classificada como gestação tardia, aproximando-se do pós-termo (42 semanas). Nessa fase, a vigilância fetal é intensificada devido ao risco de insuficiência placentária. O achado de oligodramnio (ILA de 4,0 cm) é um sinal de alerta que, mesmo com cardiotocografia normal, indica a necessidade de interrupção da gravidez. A escolha da via de parto deve priorizar a indução vaginal, especialmente se não houver contraindicações obstétricas. Como o colo uterino da paciente está desfavorável (grosso, fechado, posterior), o protocolo exige o preparo cervical prévio. Métodos como a sonda de Foley ou o uso de misoprostol são eficazes para aumentar as chances de sucesso do parto vaginal, reservando a cesariana para casos de falha de indução ou sofrimento fetal agudo intraparto.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de oligodramnio pelo ILA?

O oligodramnio é geralmente definido como um Índice de Líquido Amniótico (ILA) ≤ 5 cm ou a medida do maior bolsão vertical < 2 cm.

Como proceder com colo desfavorável na indução?

Utiliza-se métodos de preparo cervical, como a sonda de Foley (método mecânico) ou análogos de prostaglandina (como misoprostol), para amadurecer o colo antes da ocitocina.

Por que não indicar cesárea imediata neste caso?

A cardiotocografia Categoria I indica que o feto está reativo e em boas condições imediatas, permitindo a tentativa de parto vaginal através da indução programada.

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