UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
Em relação à gestação múltipla, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) A restrição de crescimento fetal é mais comum em gestações gemelares do que na de feto único.( ) O exame ecográfico no primeiro ou no início do segundo trimestre é o melhor método para garantir o diagnóstico precoce de uma gravidez gemelar, estabelecer uma idade gestacional precisa e determinar a corionicidade.( ) Gêmeos dicoriônicos correm o risco de complicações específicas dessa corionicidade, como a síndrome de transfusão feto-fetal.( ) Se houver uma discrepância entre os gêmeos nas medidas biométricas usadas para estimar a idade gestacional, o consenso geral é que a data estimada do parto deva ser baseada nas medidas do gêmeo menor.( ) O sulfato de magnésio (neuroprofilaxia) não reduz a gravidade e o risco de paralisia cerebral em gemelares. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
STFF é complicação de gêmeos monocoriônicos; sulfato de magnésio ↓ risco PC em prematuros.
Gestações múltiplas apresentam maior risco de restrição de crescimento fetal. A ultrassonografia precoce é essencial para determinar a corionicidade, que define riscos específicos como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (exclusiva de monocoriônicas). O sulfato de magnésio é neuroprotetor em partos prematuros.
A gestação múltipla, embora fascinante, acarreta um aumento significativo nos riscos maternos e fetais em comparação com a gestação única. A compreensão da corionicidade é o pilar do manejo, pois ela dita a maioria das complicações específicas e a frequência das consultas pré-natais. A ultrassonografia realizada no primeiro trimestre é o método mais eficaz para determinar a corionicidade (dicoriônica ou monocoriônica) e a amnionicidade, além de estabelecer a idade gestacional com maior precisão. Gestações monocoriônicas, por compartilharem a mesma placenta, são suscetíveis a complicações como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) e a Restrição de Crescimento Fetal Seletiva, que exigem monitoramento intensivo. O manejo da gestação múltipla envolve vigilância rigorosa para restrição de crescimento fetal, parto prematuro e outras intercorrências. A neuroprofilaxia com sulfato de magnésio é uma intervenção importante em casos de parto prematuro iminente, visando reduzir a incidência e a gravidade da paralisia cerebral, um risco aumentado em prematuros, incluindo os de gestações múltiplas.
A corionicidade (número de placentas) é crucial para determinar os riscos específicos da gestação. Gêmeos monocoriônicos têm maior risco de complicações como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal e restrição de crescimento seletiva.
A STFF é uma complicação grave de gestações monocoriônicas, onde há desequilíbrio no fluxo sanguíneo entre os fetos através de anastomoses vasculares placentárias, levando a um feto doador (hipovolêmico) e um receptor (hipervolêmico).
O sulfato de magnésio é indicado como neuroprofilaxia em gestações com risco de parto prematuro (geralmente antes de 32-34 semanas), incluindo gestações múltiplas, para reduzir o risco de paralisia cerebral nos recém-nascidos.
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