ENARE/ENAMED — Prova 2021
Após ultrassom de primeiro trimestre, uma gestante tem como diagnóstico uma gestação múltipla dicoriônica e diamniótica. Diante dessa situação, é correto afirmar que
Gestação dicoriônica diamniótica pode ser monozigótica ou dizigótica; sinal do lambda indica dicorionicidade.
Uma gestação dicoriônica e diamniótica significa que cada feto tem sua própria placenta e saco amniótico. Essa condição pode resultar tanto de gêmeos dizigóticos (sempre dicoriônicos) quanto de gêmeos monozigóticos que se dividiram precocemente.
A gestação múltipla dicoriônica e diamniótica é a forma mais comum de gestação gemelar, caracterizada pela presença de duas placentas separadas (dicoriônica) e dois sacos amnióticos distintos (diamniótica). Essa condição é diagnosticada precocemente no ultrassom de primeiro trimestre, sendo crucial para o planejamento do acompanhamento pré-natal. Uma característica importante é que a gestação dicoriônica diamniótica pode ser tanto dizigótica (gêmeos fraternos, sempre dicoriônicos) quanto monozigótica (gêmeos idênticos que se dividiram muito precocemente, nos primeiros 3 dias após a fertilização). O sinal do lambda (ou 'twin peak') no ultrassom é um indicador confiável de dicorionicidade. Embora gestações dicoriônicas tenham um risco menor de complicações específicas de monocorionicidade, como a síndrome da transfusão feto-fetal, elas ainda apresentam riscos aumentados em comparação com gestações únicas, incluindo parto prematuro, restrição de crescimento e pré-eclâmpsia. O manejo deve ser individualizado, com monitoramento rigoroso do crescimento fetal e do bem-estar materno.
A determinação da corionicidade é crucial para o manejo da gestação múltipla, pois define o risco de complicações. Gestações monocoriônicas têm riscos significativamente maiores, como a síndrome da transfusão feto-fetal, restrição de crescimento seletiva e malformações.
O sinal do lambda (ou sinal do 'twin peak') é uma projeção triangular de tecido placentário que se estende para dentro da membrana intergemelar, visível no ultrassom de primeiro trimestre. É um indicador confiável de dicorionicidade.
Não, a síndrome da transfusão feto-fetal (STFF) é uma complicação exclusiva de gestações monocoriônicas, onde há anastomoses vasculares na placenta compartilhada que levam a um desequilíbrio de fluxo sanguíneo entre os fetos.
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