Gestação Monocoriônica Diamniótica: Riscos e Manejo

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024

Enunciado

Primigesta com 11 semanas de gestação comparece a consulta pré-natal trazendo uma ultrassonografia que descreve gestação monocoriônica e diamniótica. Neste contexto é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) os fetos compartilham a placenta e a bolsa amniótica.
  2. B) nesta gravidez não há risco de síndrome da transfusão feto-fetal.
  3. C) os fetos compartilham a placenta e possuem bolsas amnióticas independentes
  4. D) os fetos compartilham placenta, bolsa e partes fetais.
  5. E) recomenda-se a dieta com as mesmas calorias recomendadas para grávidas com feto único.

Pérola Clínica

Gestação monocoriônica diamniótica = 1 placenta, 2 bolsas amnióticas; risco de Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF).

Resumo-Chave

A gestação monocoriônica diamniótica significa que os gêmeos compartilham uma única placenta (monocoriônica), mas cada um possui sua própria bolsa amniótica (diamniótica). Essa condição apresenta risco significativo de Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) devido às anastomoses vasculares na placenta compartilhada.

Contexto Educacional

A gestação gemelar é classificada quanto à corionicidade (número de placentas) e à amnionicidade (número de bolsas amnióticas), sendo a monocoriônica diamniótica um dos tipos mais importantes clinicamente. Nesta condição, os gêmeos compartilham uma única placenta, mas cada um possui seu próprio saco amniótico. Essa distinção é crucial, pois a corionicidade determina os riscos e o manejo da gravidez. A principal complicação da gestação monocoriônica é a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF), que ocorre em cerca de 10-15% dos casos. A STFF resulta de anastomoses vasculares desequilibradas na placenta compartilhada, levando um feto (doador) a perfundir o outro (receptor). O doador pode desenvolver anemia, oligodramnia e restrição de crescimento, enquanto o receptor pode apresentar policitemia, polidramnia e cardiomegalia. O diagnóstico da monocorionicidade e amnionicidade é feito por ultrassonografia no primeiro trimestre. O monitoramento pré-natal de gestações monocoriônicas diamnióticas é intensivo, com ultrassonografias frequentes para detectar precocemente sinais de STFF ou outras complicações. O manejo pode variar de observação a intervenções intrauterinas, como a coagulação a laser das anastomoses placentárias, dependendo da gravidade da STFF. A dieta e o ganho de peso na gestação gemelar devem ser individualizados, geralmente com maior necessidade calórica.

Perguntas Frequentes

O que significa uma gestação monocoriônica diamniótica?

Significa que os fetos compartilham uma única placenta (monocoriônica), mas cada um está em sua própria bolsa amniótica (diamniótica), separados por uma membrana interamniótica. Essa condição é crucial para o manejo da gravidez.

Qual a principal complicação associada à gestação monocoriônica diamniótica?

A principal complicação é a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF), que ocorre devido a anastomoses vasculares desequilibradas na placenta compartilhada, levando à transfusão de sangue de um feto para o outro com graves consequências.

Como é o monitoramento pré-natal de uma gestação monocoriônica diamniótica?

O monitoramento é mais intensivo, com ultrassonografias seriadas e frequentes (geralmente a cada 2 semanas a partir do segundo trimestre) para detectar precocemente sinais de STFF, restrição de crescimento seletiva ou outras complicações.

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