Corionicidade na Gestação Gemelar: Diagnóstico por Imagem

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Gestante de 28 anos, primigesta, comparece à unidade de saúde para sua primeira consulta de pré-natal, referindo idade gestacional de 16 semanas pela data da última menstruação. Traz consigo um laudo de ultrassonografia realizado no mesmo dia, que descreve gestação gemelar com fetos de sexos concordantes (femininos) e crescimento adequado para a idade gestacional. O exame detalha a presença de uma massa placentária única em parede posterior e uma membrana intergemelar fina, com espessura de 1,2 mm, que se insere de forma perpendicular na superfície placentária, sem a interposição de tecido trofoblástico na sua base. Não foi observado emaranhamento de alças de cordão umbilical e ambos os fetos apresentam bexigas visíveis e volumes de líquido amniótico normais. Com base nos achados ultrassonográficos descritos, o diagnóstico mais provável quanto à corionicidade e amnionidade é:

Alternativas

  1. A) Gestação dicoriônica diamniótica com placentas fundidas.
  2. B) Gestação monocoriônica monoamniótica.
  3. C) Gestação monocoriônica diamniótica.
  4. D) Gestação dicoriônica monoamniótica.

Pérola Clínica

Sinal do T (membrana fina, sem tecido trofoblástico) = Gestação Monocoriônica Diamniótica.

Resumo-Chave

A corionicidade é definida pela espessura da membrana e o sinal de inserção placentária; o Sinal do T é patognomônico de monocorionicidade em gestações diamnióticas.

Contexto Educacional

A determinação da corionicidade é idealmente realizada no primeiro trimestre (até 13 semanas e 6 dias), onde o 'Sinal do Lambda' (ou sinal do delta) identifica gestações dicoriônicas. Com o avançar da gestação, o tecido trofoblástico na base da membrana pode regredir, tornando o diagnóstico mais desafiador. No entanto, a descrição de uma membrana fina inserindo-se sem tecido interposto (Sinal do T) em uma massa placentária única é evidência robusta de monocorionicidade. O manejo dessas gestações exige vigilância rigorosa para detecção precoce de desequilíbrios hemodinâmicos entre os fetos, garantindo intervenção oportuna se necessário.

Perguntas Frequentes

O que é o 'Sinal do T' na ultrassonografia?

O Sinal do T ocorre quando a membrana intergemelar (composta por duas camadas de âmnio) se insere perpendicularmente em uma placenta única, sem a interposição de tecido trofoblástico (córion) entre as camadas. Isso indica que os fetos compartilham a mesma placenta, mas estão em sacos amnióticos diferentes, caracterizando a gestação monocoriônica diamniótica. É melhor visualizado entre a 10ª e 14ª semana, mas pode ser identificado posteriormente se a membrana for fina.

Qual a importância clínica de definir a corionicidade?

A corionicidade é o principal determinante do prognóstico em gestações gemelares. Gestações monocoriônicas apresentam riscos significativamente maiores de complicações vasculares devido a anastomoses placentárias, como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), Sequência de Perfusão Arterial Reversa (TRAP) e Restrição de Crescimento Intrauterino Seletivo. Por isso, o acompanhamento ultrassonográfico em monocoriônicas deve ser quinzenal a partir da 16ª semana, enquanto em dicoriônicas pode ser mensal.

Como diferenciar monocoriônica monoamniótica de diamniótica?

Na gestação monocoriônica monoamniótica, não existe membrana intergemelar separando os fetos. Na ultrassonografia, observa-se os fetos no mesmo saco gestacional e, frequentemente, o emaranhamento de cordões umbilicais, que é uma complicação grave e específica dessa condição. No caso descrito, a presença de uma membrana intergemelar fina (1,2 mm) confirma que a gestação é diamniótica.

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