Gestação Molar Completa: Diagnóstico e Manejo Essencial

ENARE/ENAMED — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 24 anos refere atraso menstrual há 8 semanas e, nos últimos dias, vem apresentando sangramento intermitente. Ao exame ginecológico, apresenta pequena quantidade de sangue coletada em região de fundo de saco vaginal, ausência de sangramento ativo e colo uterino fechado. Dosagem de beta-Hcg evidenciou 40000 UI. O ultrassom demonstrou múltiplas vesículas, e o laudo veio como gestação molar completa. Nesse caso, é necessário

Alternativas

  1. A) repetir a ultrassonografia transvaginal e reavaliar dosagem de Beta-hCG em sete dias.
  2. B) realizar raio X de tórax e acompanhar com dosagem seriada de Beta-hCG.
  3. C) administrar misoprostol vaginal e seguir com realização da curetagem uterina.
  4. D) realizar aspiração intrauterina e acompanhar com dosagem seriada de Beta-hCG.
  5. E) realizar dilatação do colo com velas de Hegar e curetagem uterina.

Pérola Clínica

Mola hidatiforme completa → Esvaziamento uterino por aspiração + acompanhamento seriado de Beta-hCG.

Resumo-Chave

A gestação molar completa é uma forma de doença trofoblástica gestacional que requer esvaziamento uterino imediato, preferencialmente por aspiração, para remover o tecido trofoblástico anormal. O acompanhamento seriado do Beta-hCG é crucial para monitorar a regressão da doença e detectar persistência ou malignização.

Contexto Educacional

A gestação molar completa é uma forma de doença trofoblástica gestacional, caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto, sem a presença de tecido embrionário viável. É importante reconhecer seus sinais e sintomas, como sangramento vaginal irregular no primeiro trimestre, útero maior que o esperado e níveis de Beta-hCG desproporcionalmente elevados, para um diagnóstico e manejo adequados. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia, que revela uma imagem típica de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva' devido às múltiplas vesículas. A fisiopatologia envolve a fertilização de um óvulo vazio por um ou dois espermatozoides, resultando em um cariótipo diploide de origem paterna. A suspeita clínica é crucial para evitar complicações graves. O tratamento primário é o esvaziamento uterino, preferencialmente por aspiração a vácuo, que é mais seguro e eficaz que a curetagem convencional. Após o procedimento, o acompanhamento rigoroso com dosagens semanais de Beta-hCG é essencial até a normalização e por um período adicional, para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente a doença trofoblástica gestacional persistente ou o coriocarcinoma, que exigem quimioterapia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da gestação molar completa?

Os sinais incluem atraso menstrual, sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperêmese gravídica e níveis muito elevados de Beta-hCG.

Qual é o tratamento de escolha para a gestação molar completa?

O tratamento de escolha é o esvaziamento uterino por aspiração, seguido de curetagem suave para garantir a remoção completa do tecido trofoblástico.

Por que o acompanhamento do Beta-hCG é crucial após o tratamento da mola?

O acompanhamento seriado do Beta-hCG é fundamental para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente a persistência do trofoblasto ou a evolução para doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma.

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