UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2022
Sobre as hemorragias na gestação, assinale a alternativa CORRETA.
Gestação molar → beta-hCG ↑↑ + sangramento vesicular; investigar invasão e acompanhar beta-hCG.
A gestação molar, uma forma de doença trofoblástica gestacional, é suspeitada por níveis muito elevados de beta-hCG e sangramento transvaginal com eliminação de vesículas. A investigação deve ser completa, incluindo ultrassonografia com Doppler para avaliar invasão miometrial, e exames sistêmicos, além do acompanhamento rigoroso do beta-hCG para monitorar a regressão ou detectar persistência/malignização.
As hemorragias na gestação são eventos que exigem atenção imediata, pois podem indicar condições graves que comprometem a saúde materna e fetal. Entre elas, a doença trofoblástica gestacional (DTG), que inclui a mola hidatiforme, é uma condição particular que se manifesta com sangramento e níveis elevados de beta-hCG. A gestação molar é caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto, com ou sem a presença de tecido fetal. Clinicamente, a suspeita surge com sangramento vaginal irregular, muitas vezes com eliminação de vesículas, útero maior que o esperado para a idade gestacional e níveis de beta-hCG desproporcionalmente elevados. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia, que revela a imagem de "tempestade de neve" ou "cachos de uva" no útero. Após a evacuação da mola, o acompanhamento é rigoroso, com dosagens semanais de beta-hCG até a negativação por três semanas consecutivas, seguido de dosagens mensais por seis a doze meses. A persistência ou elevação dos níveis de beta-hCG indica doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma, exigindo investigação de invasão (com Doppler uterino) e metástases (pulmão, fígado, cérebro) e tratamento quimioterápico. A avaliação da função hepática, renal e tireoidiana é importante devido à possível sobrecarga metabólica e ao hipertireoidismo induzido pelo beta-hCG.
A suspeita de gestação molar surge com sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica e níveis de beta-hCG muito elevados, além da possível eliminação de vesículas.
A investigação de invasão, geralmente com ultrassonografia Doppler, é crucial para identificar a mola invasora, uma complicação que pode levar a hemorragias graves e requer tratamento mais agressivo, como quimioterapia.
O beta-hCG é o principal marcador para monitorar a regressão da doença trofoblástica após a evacuação da mola. Níveis que não caem ou voltam a subir indicam doença trofoblástica gestacional persistente ou maligna, exigindo tratamento adicional.
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