HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Paciente 27 anos de idade, G2P1A0, apresenta BHCG positivo, < 1.000, clinicamente estável, sem queixas e com USG sem visualização de gestação intraútero. Nesse caso, a conduta a ser adotada é:
BHCG baixo + USG sem gestação + paciente estável → Repetir BHCG em 48h para avaliar cinética.
Em pacientes com BHCG positivo, níveis abaixo da zona discriminatória (1500-2000 mUI/mL) e sem visualização de gestação intrauterina na USG, a conduta inicial é repetir o BHCG em 48-72 horas para avaliar sua ascensão e guiar o próximo passo diagnóstico.
A Gestação de Localização Indeterminada (GLI) é uma situação comum na prática obstétrica, caracterizada por um teste de gravidez positivo (BHCG) sem a visualização de uma gestação intrauterina na ultrassonografia transvaginal. Essa condição pode representar uma gestação intrauterina muito precoce, uma gestação ectópica ou um aborto espontâneo em curso. A correta abordagem é crucial para evitar complicações. Quando o BHCG está abaixo da zona discriminatória (geralmente 1.500-2.000 mUI/mL) e a paciente está clinicamente estável e assintomática, a conduta inicial e mais apropriada é a repetição seriada do BHCG em 48-72 horas. Essa estratégia permite avaliar a cinética do hormônio: um aumento adequado sugere gestação intrauterina viável, enquanto um aumento lento ou queda pode indicar gestação ectópica ou aborto. Após a avaliação da cinética do BHCG, uma nova ultrassonografia transvaginal pode ser realizada para tentar visualizar a gestação. Intervenções mais invasivas, como laparoscopia ou o uso de metotrexato, só devem ser consideradas após a confirmação diagnóstica de gestação ectópica ou não viável, e sempre com base na estabilidade clínica da paciente.
Essa situação é chamada de Gestação de Localização Indeterminada (GLI). Pode indicar uma gestação muito inicial, uma gestação ectópica ou um aborto espontâneo precoce.
A repetição do BHCG em 48-72 horas permite avaliar sua cinética. Em uma gestação intrauterina viável, o BHCG geralmente dobra nesse período. Uma ascensão lenta ou queda sugere gestação ectópica ou não viável.
A gestação intrauterina (saco gestacional) é tipicamente visível na ultrassonografia transvaginal quando o nível de BHCG atinge a "zona discriminatória", que geralmente varia entre 1.500 e 2.000 mUI/mL.
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