CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Paciente foi realizar ultrassonografia de rotina que evidenciou saco gestacional com 28 mm, embrião com 9 mm. Não foi identificado batimento cardíaco embrionário. Não sabia a data da última menstruação. Assinale a alternativa CORRETA quanto ao diagnóstico e conduta.
Embrião ≥ 7mm sem BCF ou SG ≥ 25mm sem embrião → Gestação inviável.
A ausência de batimentos cardíacos em um embrião com comprimento crânio-caudal (CRL) ≥ 7 mm ou em um saco gestacional (SG) com diâmetro médio ≥ 25 mm, sem embrião visível, são critérios ultrassonográficos definitivos para o diagnóstico de gestação inviável. Nesses casos, a conduta é o manejo do abortamento.
A perda gestacional precoce, ou abortamento, é uma complicação comum da gravidez, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas. O diagnóstico preciso e precoce é crucial para o manejo adequado e para o suporte emocional da paciente. A ultrassonografia transvaginal é a principal ferramenta diagnóstica, permitindo a visualização do saco gestacional, embrião e atividade cardíaca. Os critérios ultrassonográficos para o diagnóstico de gestação inviável são bem estabelecidos e devem ser rigorosamente aplicados para evitar diagnósticos errôneos. A ausência de batimentos cardíacos em um embrião com CRL ≥ 7 mm ou a ausência de embrião em um saco gestacional com diâmetro médio ≥ 25 mm são considerados diagnósticos definitivos. Outros critérios incluem a ausência de batimentos cardíacos após um período de observação em casos de CRL < 7 mm ou SG < 25 mm. Uma vez confirmado o diagnóstico de gestação inviável, as opções de manejo incluem a conduta expectante, o manejo medicamentoso (geralmente com misoprostol) ou o manejo cirúrgico. A escolha depende de fatores como o tamanho da gestação, a estabilidade hemodinâmica da paciente, a presença de infecção e a preferência da paciente. O misoprostol é eficaz para induzir a expulsão do conteúdo uterino, sendo uma opção segura e amplamente utilizada.
Os critérios incluem um comprimento crânio-caudal (CRL) ≥ 7 mm sem batimentos cardíacos embrionários ou um saco gestacional (SG) com diâmetro médio ≥ 25 mm sem embrião visível.
A conduta pode ser expectante, medicamentosa (com misoprostol) ou cirúrgica (aspiração manual intrauterina ou curetagem), dependendo da preferência da paciente e condições clínicas.
Quando os critérios ultrassonográficos de tamanho do embrião ou saco gestacional são atingidos sem sinais de vitalidade, o diagnóstico de inviabilidade é definitivo, independentemente da DUM, que pode ser incerta.
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