SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Sobre a gestação gemelar, pode-se afirmar que a
Gestações monozigóticas podem ser dicoriônicas-diamnióticas se a divisão ocorrer até 72h pós-fecundação.
Gestações monozigóticas resultam da divisão de um único zigoto. Dependendo do momento da divisão, podem ser dicoriônicas-diamnióticas (divisão precoce, até 72h), monocoriônicas-diamnióticas (divisão entre 4-8 dias) ou monocoriônicas-monoamnióticas (divisão após 8 dias), sendo a dicoriônica-diamniótica a que apresenta duas placentas e dois sacos amnióticos.
A gestação gemelar é um evento de alto risco, e a compreensão da sua corionicidade e amnionicidade é fundamental para o manejo adequado. Gestações gemelares podem ser dizigóticas (fraternas, de dois zigotos) ou monozigóticas (idênticas, de um único zigoto que se divide). Nas gestações monozigóticas, o momento da divisão do zigoto determina a corionicidade e amnionicidade. Se a divisão ocorrer nas primeiras 72 horas após a fecundação, os gêmeos serão dicoriônicos e diamnióticos, ou seja, terão duas placentas e dois sacos amnióticos, semelhantes aos dizigóticos. Se a divisão ocorrer entre o 4º e o 8º dia, serão monocoriônicos e diamnióticos. Após o 8º dia, serão monocoriônicos e monoamnióticos, com maior risco de complicações. O diagnóstico da corionicidade e amnionicidade é feito por ultrassonografia no primeiro trimestre, idealmente entre 11 e 14 semanas. A identificação precoce é crucial, pois gestações monocoriônicas apresentam riscos aumentados, como a síndrome de transfusão feto-fetal (STFF), que requer monitoramento e intervenções específicas.
Gestações monozigóticas resultam da divisão de um único zigoto (gêmeos idênticos), enquanto as dizigóticas resultam da fecundação de dois óvulos por dois espermatozoides (gêmeos fraternos).
A divisão precoce (até 72h) resulta em dicoriônica-diamniótica. Divisão entre 4-8 dias resulta em monocoriônica-diamniótica. Divisão após 8 dias resulta em monocoriônica-monoamniótica.
Embora monozigótica, uma gestação dicoriônica-diamniótica tem um prognóstico mais favorável, semelhante às dizigóticas, com menor risco de complicações específicas de gestações monocoriônicas, como a síndrome de transfusão feto-fetal.
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