HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
Gestações gemelares monocoriônicas / monoamnióticas devem ter resolução com a idade gestacional de:
Gestação gemelar monocoriônica/monoamniótica → resolução eletiva entre 32-34 semanas devido alto risco de complicações.
Gestações gemelares monocoriônicas/monoamnióticas (MC/MA) são as de maior risco devido à possibilidade de emaranhamento dos cordões umbilicais e síndrome de transfusão feto-fetal, justificando a resolução eletiva precoce para minimizar riscos.
Gestações gemelares monocoriônicas monoamnióticas (MC/MA) representam o tipo mais raro e de maior risco entre as gestações múltiplas, ocorrendo em aproximadamente 1% das gestações gemelares. Caracterizam-se pelo compartilhamento da mesma placenta (monocoriônica) e do mesmo saco amniótico (monoamniótica), resultando em uma proximidade física entre os fetos que aumenta drasticamente o risco de complicações. As principais complicações associadas às gestações MC/MA incluem o emaranhamento dos cordões umbilicais, que pode levar à compressão e morte fetal súbita, e a síndrome de transfusão feto-fetal (STFF), embora esta seja mais comum em gestações monocoriônicas diamnióticas. Outros riscos são a restrição de crescimento intrauterino seletiva e o parto prematuro. Devido a esses riscos elevados, o acompanhamento pré-natal deve ser intensivo, com ultrassonografias seriadas para monitorar o crescimento fetal e a presença de complicações. A resolução da gestação MC/MA é um ponto crítico no manejo. A recomendação atual é a resolução eletiva entre 32 e 34 semanas de idade gestacional, geralmente por cesariana, para evitar os riscos de morte fetal tardia associados ao emaranhamento dos cordões. A decisão deve ser individualizada, considerando a maturidade pulmonar fetal e o risco de complicações. Residentes devem estar cientes da gravidade e da necessidade de manejo especializado dessas gestações.
Os principais riscos incluem emaranhamento dos cordões umbilicais, síndrome de transfusão feto-fetal (STFF), restrição de crescimento intrauterino seletiva e parto prematuro.
A resolução precoce é recomendada para mitigar o risco de complicações graves, como a compressão ou emaranhamento dos cordões umbilicais, que podem levar à morte fetal súbita.
Monocoriônica monoamniótica significa que os fetos compartilham a mesma placenta e o mesmo saco amniótico, enquanto dicoriônica diamniótica significa que cada feto tem sua própria placenta e seu próprio saco amniótico.
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