Gestação Monocoriônica Diamniótica: O Sinal do T

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 22 anos procura clínica de imagem para avaliação ecográfica de gestação inicial, diagnosticada por atraso menstrual e exame de b-hcg positivo. No início do exame o médico examinador identifica gestação gemelar, com 2 fetos vivos de aproximadamente 14 semanas. Ele também observa um parâmetro que permite afirmar que a gravidez é monocoriônica e diamniótica. Assinale a alternativa abaixo que corresponde a este parâmetro.

Alternativas

  1. A) Discordância dos sexos fetais.
  2. B) Concordância dos sexos fetais.
  3. C) Sinal do Y.
  4. D) Sinal do T.
  5. E) Sinal do Delta.

Pérola Clínica

Gestação gemelar monocoriônica diamniótica = Sinal do T na ultrassonografia.

Resumo-Chave

O Sinal do T é um achado ultrassonográfico crucial para o diagnóstico de gestação gemelar monocoriônica diamniótica. Ele indica que as membranas amnióticas se inserem perpendicularmente à placenta, sem a presença de tecido coriônico entre elas, diferenciando-a da dicoriônica.

Contexto Educacional

A gestação gemelar é um desafio obstétrico que exige um diagnóstico preciso da corionicidade e amnionicidade para o manejo adequado e a prevenção de complicações. A corionicidade, que se refere ao número de placentas, é o fator mais importante para determinar o prognóstico e o tipo de acompanhamento. Gestações monocoriônicas, onde os fetos compartilham uma única placenta, apresentam riscos significativamente maiores do que as dicoriônicas, que possuem placentas separadas ou fusionadas. O diagnóstico da corionicidade é feito primariamente por ultrassonografia no primeiro trimestre, idealmente entre 11 e 14 semanas. O "sinal do T" é um achado ultrassonográfico patognomônico de gestação monocoriônica diamniótica. Ele é caracterizado pela inserção das membranas amnióticas na superfície placentária em um ângulo reto, formando um "T", sem a presença de tecido coriônico entre elas. Em contraste, o "sinal do Lambda" (ou "sinal do Delta") indica dicorionicidade, onde uma cunha de tecido coriônico se estende entre as membranas amnióticas na inserção placentária. A identificação precoce do sinal do T permite o planejamento de um acompanhamento pré-natal intensivo, com ultrassonografias seriadas para monitorar o crescimento fetal e rastrear complicações específicas de gestações monocoriônicas, como a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF). O manejo adequado e a vigilância constante são cruciais para otimizar os resultados maternos e fetais, tornando este conhecimento essencial para residentes em obstetrícia.

Perguntas Frequentes

Qual a importância de determinar a corionicidade em gestações gemelares?

A determinação da corionicidade é fundamental para o manejo da gestação gemelar, pois gestações monocoriônicas apresentam maior risco de complicações específicas, como a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva e anomalias congênitas, exigindo um acompanhamento mais rigoroso.

Como o sinal do T se diferencia do sinal do Lambda (Delta)?

O sinal do T é característico de gestações monocoriônicas, onde as membranas amnióticas se inserem diretamente na placenta em um ângulo reto, formando um "T", sem tecido coriônico entre elas. O sinal do Lambda (ou Delta) é visto em gestações dicoriônicas, indicando a presença de uma cunha de tecido coriônico entre as membranas, formando um triângulo na inserção placentária.

Quais são os riscos associados à gestação monocoriônica diamniótica?

Embora a diamnioticidade reduza o risco de Síndrome da Transfusão Feto-Fetal em comparação com a monoamniótica, gestações monocoriônicas ainda têm riscos aumentados de STFF, restrição de crescimento seletiva, óbito fetal, prematuridade e malformações, necessitando de vigilância ultrassonográfica frequente.

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