Gestação Gemelar Monocoriônica: Riscos e Sinal "T"

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 30 anos, com 15 semanas de gestação, vem para a segunda consulta de pré natal trazendo ultrassonografia realizada com 12 semanas, que evidenciou a presença de dois fetos com batimentos cardíacos normais, massa placentária em parede posterior uterina com sinal ''T'' na junção do septo intergemelar com a inserção da placenta. Nesse tipo de gestação gemelar, quando comparado aos outros tipos, é mais frequente ocorrer: I. Síndrome de transfusão gêmeo-gemelar. II. Sequência de perfusão venosa reversa do gemelar. III. Entrelaçamento dos cordões umbilicais. Está/Estão correta(s) apenas a(s) ocorrência(s)

Alternativas

  1. A) I.
  2. B) III.
  3. C) I e II.
  4. D) II e III.

Pérola Clínica

Sinal "T" em gestação gemelar → monocoriônica diamniótica → maior risco de STGG.

Resumo-Chave

O sinal "T" na ultrassonografia indica gestação gemelar monocoriônica diamniótica, onde a placenta é única e compartilhada. Essa condição aumenta significativamente o risco de Síndrome de Transfusão Gêmeo-Gemelar (STGG) devido às anastomoses vasculares placentárias.

Contexto Educacional

A gestação gemelar é classificada primariamente pela corionicidade (número de placentas) e amnionicidade (número de sacos amnióticos), o que determina o perfil de risco. O enunciado descreve uma gestação com "sinal 'T' na junção do septo intergemelar com a inserção da placenta", que é um achado ultrassonográfico clássico de gestação monocoriônica diamniótica. Isso significa que os fetos compartilham uma única placenta, mas estão em sacos amnióticos separados. A monocorionicidade é o principal fator de risco para complicações específicas da gemelaridade, sendo a Síndrome de Transfusão Gêmeo-Gemelar (STGG) a mais frequente e grave. A STGG ocorre devido a anastomoses vasculares na placenta compartilhada, resultando em um desequilíbrio de fluxo sanguíneo entre os fetos: um "doador" (hipovolêmico, oligúrico, com restrição de crescimento) e um "receptor" (hipervolêmico, poliúrico, com hidropsia). Outras complicações como a Sequência de Perfusão Arterial Reversa do Gemelar (TRAP ou acardia) e o entrelaçamento dos cordões umbilicais também podem ocorrer em gestações monocoriônicas. No entanto, o entrelaçamento é mais característico da gestação monocoriônica monoamniótica (onde não há septo entre os fetos), e a STGG é a complicação mais prevalente e com maior impacto na morbimortalidade em gestações monocoriônicas diamnióticas. O manejo dessas gestações requer acompanhamento ultrassonográfico rigoroso e, por vezes, intervenções intrauterinas.

Perguntas Frequentes

O que o sinal "T" na ultrassonografia indica em uma gestação gemelar?

O sinal "T" indica uma gestação gemelar monocoriônica diamniótica, onde há uma única placenta compartilhada e dois sacos amnióticos separados, com o septo intergemelar inserindo-se perpendicularmente na placenta.

Qual a principal complicação associada à gestação gemelar monocoriônica diamniótica?

A principal complicação é a Síndrome de Transfusão Gêmeo-Gemelar (STGG), que ocorre devido a anastomoses vasculares na placenta compartilhada, levando a um desequilíbrio de fluxo sanguíneo entre os fetos.

Como diferenciar uma gestação monocoriônica de uma dicoriônica na ultrassonografia?

A diferenciação é feita pela análise da inserção do septo intergemelar na placenta. O sinal "T" (ou "lambda invertido") indica monocoriônica, enquanto o sinal "lambda" (ou "twin peak") indica dicoriônica.

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