sFGR Tipo I em Gemelar Monocoriônica: Manejo Expectante

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025

Enunciado

F.D.C., 38 anos, primigesta, IG 32 semanas, gestação gemelar monocoriônica e diamniótica, vem à consulta de rotina do pré-natal. Ao exame físico: dinâmica uterina ausente, BCF 150 bpm. Cardiotocografias de ambos os fetos normais. A ultrassonografia demonstrou um feto no percentil 10, com MBV (maior bolsão vertical) de 3 cm e o outro feto com peso no p25, com MBV de 6 cm. Doppler normal. Perfil biofísico fetal 10/10.Assinale a alternativa que representa a conduta que deve ser adotada diante desse quadro.

Alternativas

  1. A) Cesárea de emergência.
  2. B) Corticoide para maturação pulmonar fetal e cesárea 12 horas após a segunda dose.
  3. C) Corticoide para maturação pulmonar fetal e indução do trabalho de parto 12 horas após.
  4. D) Corticoide para maturação pulmonar fetal, ampicilina dose de ataque e manutenção e indução do trabalho de parto, de modo concomitante.
  5. E) Conduta expectante.

Pérola Clínica

Gestações gemelares monocoriônicas com sFGR tipo I (Doppler normal, MBV normal) têm conduta expectante.

Resumo-Chave

Em gestação gemelar monocoriônica diamniótica, a restrição de crescimento fetal seletiva (sFGR) tipo I é caracterizada por um feto abaixo do p10 e outro acima, com Doppler normal em ambos e MBV normal. Nesses casos, a conduta é expectante, com monitoramento rigoroso, pois o risco de complicações agudas é menor.

Contexto Educacional

A gestação gemelar monocoriônica diamniótica apresenta riscos específicos devido à placenta compartilhada, incluindo a restrição de crescimento fetal seletiva (sFGR). A sFGR é classificada em tipos I, II e III, com base nos achados do Doppler da artéria umbilical do feto menor, o que guia a conduta e o prognóstico. A compreensão dessa classificação é crucial para o manejo adequado. No caso apresentado, temos uma sFGR tipo I: um feto no p10 e outro no p25, ambos com Doppler normal e MBV normal (3 cm e 6 cm, respectivamente, dentro da normalidade para o feto menor e maior). O perfil biofísico fetal de 10/10 confirma o bem-estar fetal. A sFGR tipo I é a forma mais benigna, sem sinais de redistribuição de fluxo ou sofrimento fetal agudo. Diante de um quadro de sFGR tipo I com Doppler e perfil biofísico normais, a conduta mais apropriada é a expectante, com monitoramento rigoroso do bem-estar fetal por meio de ultrassonografias seriadas e Doppler. Intervenções como cesárea de emergência ou corticoide para maturação pulmonar não são indicadas neste momento, pois não há indícios de comprometimento fetal que justifiquem a interrupção precoce da gestação.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a restrição de crescimento fetal seletiva (sFGR) tipo I em gestação gemelar monocoriônica?

A sFGR tipo I é definida pela presença de um feto com peso abaixo do percentil 10 e outro com peso normal, com Doppler normal em ambos os fetos e volume de líquido amniótico normal (MBV normal).

Por que a conduta expectante é a mais indicada para sFGR tipo I?

A conduta expectante é indicada porque, na sFGR tipo I, não há sinais de sofrimento fetal agudo ou redistribuição de fluxo, o que significa que o risco de complicações graves é menor e a gestação pode prosseguir com monitoramento rigoroso.

Quais são os principais métodos de monitoramento em gestações gemelares com sFGR?

O monitoramento inclui ultrassonografias seriadas para avaliação do crescimento fetal, Doppler das artérias umbilicais e cerebrais médias, e perfil biofísico fetal para avaliar o bem-estar dos fetos.

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