UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Em US realizada na 12ª semana de gestação, identificou-se uma gestação gemelar monocoriônica e diamniótica. Nesse caso, em relação à placentação, pode-se afirmar que a divisão ocorreu no período de fertilização:
Gêmeos monocoriônicos diamnióticos → divisão do zigoto entre 3º e 8º dias pós-fertilização.
A gestação gemelar monocoriônica diamniótica é caracterizada por uma única placenta e dois sacos amnióticos. Essa configuração ocorre quando a divisão do zigoto acontece entre o 3º e o 8º dia após a fertilização, período em que o córion já se formou, mas o âmnio ainda não se diferenciou completamente para cada embrião.
A gestação gemelar é um evento complexo, e a compreensão de sua embriologia é fundamental para o manejo clínico. A corionicidade e a amnionicidade são os principais determinantes do prognóstico e das complicações associadas. A identificação precoce desses parâmetros, idealmente no primeiro trimestre por ultrassonografia, é crucial. A formação dos gêmeos monozigóticos (idênticos) depende do momento da divisão do zigoto. Se a divisão ocorrer nos primeiros 3 dias pós-fertilização, resultará em gêmeos dicoriônicos diamnióticos (duas placentas, dois âmnios), com o melhor prognóstico. Se a divisão ocorrer entre o 3º e o 8º dia, teremos gêmeos monocoriônicos diamnióticos (uma placenta, dois âmnios), que é o caso da questão. Gestações monocoriônicas apresentam riscos significativamente maiores devido ao compartilhamento da placenta e das anastomoses vasculares. Complicações como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) são exclusivas desse tipo de gestação. O acompanhamento rigoroso e a intervenção precoce são essenciais para otimizar os resultados perinatais.
A corionicidade é o fator mais importante para determinar o prognóstico e o manejo de gestações gemelares, pois gestações monocoriônicas têm maior risco de complicações específicas, como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF).
Os principais riscos incluem STFF, restrição de crescimento seletiva, anomalias congênitas, parto prematuro e maior mortalidade perinatal, exigindo monitoramento mais rigoroso.
O momento da divisão do zigoto após a fertilização determina se os gêmeos compartilharão ou não o córion e o âmnio. Quanto mais tardia a divisão, maior a chance de compartilhamento de estruturas e de complicações.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo