HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
A partir da afirmativa: “duas vesículas vitelínicas e dois embriões em um saco gestacional”, assinale a corionicidade dessa gestação gemelar e em que período essa condição pode ser detectada, respectivamente.
Duas vesículas vitelínicas + dois embriões em saco gestacional único → gestação monocoriônica, detectável na 6ª semana.
A presença de duas vesículas vitelínicas e dois embriões em um único saco gestacional indica uma gestação monocoriônica, que é crucial para o manejo devido ao maior risco de complicações. Essa condição é melhor visualizada e confirmada por ultrassonografia transvaginal por volta da 6ª semana de idade gestacional.
A gestação gemelar monocoriônica, caracterizada pelo compartilhamento da mesma placenta por dois fetos, representa um desafio diagnóstico e terapêutico na obstetrícia. Sua incidência é de aproximadamente 0,3-0,4% de todas as gestações, sendo mais comum em gestações monozigóticas. O diagnóstico precoce da corionicidade é fundamental para estratificar o risco e planejar o acompanhamento pré-natal adequado, visando a prevenção e o manejo de complicações específicas. O diagnóstico da corionicidade é primariamente ultrassonográfico e deve ser realizado idealmente no primeiro trimestre, entre a 6ª e a 10ª semana de idade gestacional. A presença de um único saco gestacional contendo dois embriões e duas vesículas vitelínicas é um forte indicativo de gestação monocoriônica. A visualização do sinal do "T" (membrana intergemelar fina inserindo-se perpendicularmente na placenta) também confirma a monocorionicidade, enquanto o sinal "lambda" ou "twin peak" sugere dicorionicidade. O manejo de gestações monocoriônicas exige vigilância intensiva devido ao risco aumentado de síndrome de transfusão feto-fetal (STFF), restrição de crescimento intrauterino seletiva (RCIU-s), anomalias congênitas e parto prematuro. O acompanhamento ultrassonográfico deve ser mais frequente, geralmente a cada 2 semanas a partir do segundo trimestre, para monitorar o crescimento fetal, o volume de líquido amniótico e sinais de STFF, permitindo intervenções precoces quando necessário.
Os sinais incluem a presença de um único saco gestacional com dois embriões e duas vesículas vitelínicas, além da ausência do sinal lambda ou T no primeiro trimestre, que indica a inserção da membrana intergemelar.
A corionicidade é melhor determinada no primeiro trimestre, idealmente entre a 6ª e a 10ª semana de idade gestacional, quando os marcadores como o sinal lambda ou T e o número de sacos gestacionais são mais claros e confiáveis.
A determinação da corionicidade é crucial para o manejo da gestação gemelar, pois gestações monocoriônicas apresentam maior risco de complicações como síndrome de transfusão feto-fetal e restrição de crescimento seletiva, exigindo acompanhamento mais rigoroso.
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