AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Os gêmeos representam cerca de 2,5% dos nascimentos e aproximadamente 15% dos nascidos com peso extremamente baixo. Os problemas da gestação gemelar incluem polidrâmnio, pré-eclâmpsia, apresentações anormais e parto prematuro.Sobre esta situação selecione a opção correta.I – Gêmeos de tamanho muito diferente geralmente são monocoriônicos.II – Apesar de gêmeos monocoriônicos apresentarem uma mortalidade perinatal significativamente mais elevada, não existe diferença significativa entre a taxa de mortalidade neonatal de partos de gêmeos e de parto único em grupos comparáveis quanto ao peso e idade gestacional.III – O parto eletivo de gêmeos na 37 semana reduz a taxa de complicação para os fetos e suas mães.
Gêmeos monocoriônicos → maior risco de RCIU seletiva e mortalidade perinatal. Parto eletivo de gêmeos na 37ª semana reduz complicações.
Gestações gemelares, especialmente as monocoriônicas, apresentam riscos aumentados devido à comunicação vascular placentária, que pode levar a restrição de crescimento seletiva e outras complicações. O momento ideal para o parto é crucial para otimizar os desfechos maternos e fetais, com a 37ª semana sendo um marco importante para partos eletivos em gestações gemelares não complicadas.
A gestação gemelar, embora represente uma pequena porcentagem dos nascimentos, é responsável por uma proporção significativa da morbimortalidade perinatal. É um tema de grande importância para residentes em Obstetrícia, pois o manejo adequado requer um entendimento aprofundado das particularidades fisiopatológicas e das complicações associadas. A classificação da corionicidade é o ponto de partida para a estratificação de risco e o planejamento do acompanhamento. A fisiopatologia das complicações em gestações gemelares varia conforme a corionicidade. Gêmeos monocoriônicos, por compartilharem a placenta, estão sujeitos a anastomoses vasculares que podem levar à síndrome de transfusão feto-fetal (STFF), restrição de crescimento intrauterino seletiva (RCIUS) e outras condições graves. O diagnóstico precoce dessas complicações é feito por ultrassonografia seriada, que monitora o crescimento fetal, o volume de líquido amniótico e o fluxo sanguíneo. O tratamento e o prognóstico dependem da identificação e manejo das complicações. O momento do parto é uma decisão crítica; para gestações gemelares não complicadas, a indução ou cesariana eletiva na 37ª semana é frequentemente recomendada para reduzir riscos de morte fetal intrauterina tardia, sem aumentar a morbidade neonatal. Pontos de atenção incluem a vigilância contínua, o aconselhamento parental e a preparação para um parto potencialmente mais complexo.
Gêmeos monocoriônicos compartilham a mesma placenta, o que pode levar a anastomoses vasculares desequilibradas. Isso resulta em um fluxo sanguíneo desigual entre os fetos, predispondo a restrição de crescimento seletiva, síndrome de transfusão feto-fetal e outras complicações.
Para gestações gemelares dicoriônicas e monocoriônicas diamnióticas não complicadas, o parto eletivo é frequentemente recomendado na 37ª semana de gestação. Essa conduta visa reduzir o risco de complicações tardias, como morte fetal intrauterina, sem aumentar significativamente a morbidade neonatal.
As principais complicações incluem parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia, polidrâmnio, apresentações anormais, síndrome de transfusão feto-fetal (em monocoriônicas) e maior risco de mortalidade perinatal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo