Gestação Gemelar: Rastreamento e Manejo da STFF

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020

Enunciado

Sobre a gestação gemelar, é CORRETO afirmar que

Alternativas

  1. A) a gestação dicoriônica e diamniótica deve ser conduzida como a gravidez única já que não tem risco aumentado de complicações.
  2. B) a prematuridade é complicação frequente na gestação gemelar, por isso deve ser usado progesterona vaginal em todos os casos.
  3. C) a síndrome de transfusão feto-fetal deve ser rastreada entre 16 e 26 semanas em toda gravidez monocoriônica e diamniótica.
  4. D) a cerclagem é procedimento obrigatório nas gestações trigemelares.
  5. E) quando o sexo dos fetos é igual, pode-se afirmar que se trata de uma gestação monozigótica.

Pérola Clínica

STFF é complicação grave de gestações monocoriônicas diamnióticas, rastreamento entre 16-26 semanas é essencial.

Resumo-Chave

A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação exclusiva de gestações monocoriônicas (compartilham a mesma placenta), especialmente as diamnióticas, devido a anastomoses vasculares placentárias desequilibradas. O rastreamento ultrassonográfico regular entre 16 e 26 semanas é crucial para o diagnóstico precoce e manejo, que pode incluir a fotocoagulação a laser das anastomoses.

Contexto Educacional

A gestação gemelar, embora fascinante, é considerada uma gravidez de alto risco devido à maior incidência de complicações maternas e fetais em comparação com a gravidez única. A classificação da gestação gemelar em relação à corionicidade (número de placentas) e amnionicidade (número de bolsas amnióticas) é crucial, pois determina os riscos e a conduta pré-natal. Gestações monocoriônicas (uma placenta) são as que apresentam os maiores riscos, incluindo a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF). A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave e exclusiva de gestações monocoriônicas, especialmente as diamnióticas, ocorrendo em cerca de 10-15% delas. É causada por anastomoses vasculares desequilibradas na placenta compartilhada, resultando em um feto doador (com oligodrâmnio e restrição de crescimento) e um feto receptor (com polidrâmnio e hidropsia). Sem tratamento, a mortalidade perinatal é alta. O rastreamento da STFF é realizado por ultrassonografia seriada, geralmente a cada 2 semanas, entre 16 e 26 semanas de gestação, período de maior risco para seu desenvolvimento. Os sinais ultrassonográficos incluem diferença de volume de líquido amniótico (oligodrâmnio no doador e polidrâmnio no receptor) e diferença no tamanho das bexigas fetais. O tratamento pode variar desde a observação até a fotocoagulação a laser das anastomoses placentárias, que é a terapia de escolha para casos mais avançados.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF)?

A STFF é uma complicação grave de gestações monocoriônicas, onde há um desequilíbrio na troca sanguínea entre os fetos através de anastomoses vasculares placentárias, levando a um feto doador (hipovolêmico) e um feto receptor (hipervolêmico).

Por que o rastreamento da STFF é feito entre 16 e 26 semanas?

Este período é o de maior risco para o desenvolvimento da STFF. O rastreamento ultrassonográfico permite a detecção precoce de sinais como diferença de líquido amniótico e tamanho das bexigas fetais, possibilitando intervenções oportunas.

Quais são os principais tipos de gestação gemelar e suas implicações?

As gestações gemelares podem ser dicoriônicas diamnióticas (duas placentas, duas bolsas), monocoriônicas diamnióticas (uma placenta, duas bolsas) ou monocoriônicas monoamnióticas (uma placenta, uma bolsa). As monocoriônicas apresentam maiores riscos, como STFF e restrição de crescimento.

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