AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Paciente com 13 semanas de gestação gemelar, dicoriônica e diamniótica, vem para o pré-natal de rotina na unidade de saúde. No momento, não apresenta queixas. Nesse caso, o médico deve:
Gestação gemelar → alto risco para pré-eclâmpsia → AAS + Carbonato de Cálcio profilático.
Gestação gemelar, mesmo dicoriônica e diamniótica, é considerada de alto risco para pré-eclâmpsia. A profilaxia com ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose e suplementação de carbonato de cálcio é recomendada para reduzir esse risco, iniciando antes de 16 semanas e mantendo até 36 semanas.
A gestação gemelar, seja dicoriônica ou monocoriônica, é intrinsecamente associada a um risco aumentado de diversas complicações maternas e fetais, incluindo a pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. A prevenção da pré-eclâmpsia em gestações de alto risco é uma estratégia fundamental no pré-natal. As diretrizes atuais recomendam a profilaxia com ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (geralmente 100-150 mg/dia), iniciada idealmente antes das 16 semanas de gestação e mantida até 36 semanas. Além disso, a suplementação de carbonato de cálcio (1-2 g/dia) é indicada, especialmente em populações com baixa ingestão de cálcio, para potencializar a redução do risco. O manejo de gestações gemelares exige um pré-natal mais rigoroso e frequente, com atenção especial à detecção precoce de complicações. O médico deve estar ciente dos fatores de risco e das intervenções profiláticas baseadas em evidências para otimizar os resultados maternos e perinatais, garantindo um acompanhamento adequado e seguro para a gestante e os fetos.
A gestação gemelar por si só é um fator de risco significativo. Outros fatores incluem histórico prévio de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doença renal, doenças autoimunes e obesidade.
O ácido acetilsalicílico (AAS) é geralmente prescrito em baixa dose (ex: 100-150 mg/dia), iniciando preferencialmente antes das 16 semanas de gestação e mantendo até 36 semanas ou o parto.
A suplementação de cálcio (geralmente 1-2 g/dia) é recomendada para gestantes com baixa ingestão dietética de cálcio, especialmente em populações de alto risco, pois demonstrou reduzir a incidência de pré-eclâmpsia.
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