Gestação Gemelar: Classificação e Diagnóstico Ultrassonográfico

SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020

Enunciado

Em relação a imagem ultrassonográfica abaixo, trata-se de uma gestação gemelar:

Alternativas

  1. A) Monocoriônica e diamniótica.
  2. B) Monocoriônica e monoamniótica.
  3. C) Dicoriônica e diamniótica.
  4. D) Dicoriônica e monoamniótica.

Pérola Clínica

Sinal Lambda (Twin Peak Sign) no USG → Gestação Dicoriônica Diamniótica.

Resumo-Chave

A gestação gemelar dicoriônica e diamniótica é a mais comum e menos complexa. No ultrassom, é caracterizada pela presença de dois sacos gestacionais, duas placentas (ou uma placenta fusionada, mas com dois córios distintos) e um septo interamniótico espesso, formando o 'sinal lambda' ou 'twin peak sign' na inserção do septo na placenta.

Contexto Educacional

A gestação gemelar, ou gestação múltipla, é definida pela presença de dois ou mais fetos no útero. Sua incidência tem aumentado devido ao uso de técnicas de reprodução assistida. A classificação da gestação gemelar em relação à corionicidade (número de placentas) e amniocidade (número de bolsas amnióticas) é o fator prognóstico mais importante, determinando os riscos e o manejo obstétrico. A corionicidade é determinada pela divisão do zigoto. Se a divisão ocorre nos primeiros 3 dias após a fertilização, resultam em uma gestação dicoriônica e diamniótica (dois córios, duas âmnios, duas placentas). Se a divisão ocorre entre o 4º e o 8º dia, a gestação será monocoriônica e diamniótica (um cório, duas âmnios, uma placenta). Divisões mais tardias podem levar a gestações monocoriônicas e monoamnióticas, ou até mesmo a gêmeos unidos. O diagnóstico da corionicidade e amniocidade é fundamentalmente realizado por ultrassonografia no primeiro trimestre (idealmente entre 11 e 14 semanas). A presença do "sinal lambda" ou "twin peak sign" (uma projeção triangular de tecido placentário na base do septo interamniótico) é patognomônica de gestação dicoriônica. O "sinal T" (septos finos inserindo-se perpendicularmente à placenta) indica monocorionicidade. Gestações dicoriônicas e diamnióticas são as mais comuns e de menor risco, enquanto as monocoriônicas apresentam maiores taxas de morbimortalidade devido a complicações vasculares placentárias.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar gestação gemelar monocoriônica de dicoriônica no ultrassom?

A diferenciação é feita principalmente pela avaliação do septo interamniótico e sua inserção na placenta. O sinal lambda (twin peak sign) indica dicorionicidade, com um septo espesso e duas placentas. O sinal T indica monocorionicidade, com um septo fino e uma única placenta.

Qual a importância da classificação da gestação gemelar para o manejo clínico?

A classificação da gestação gemelar (corionicidade e amniocidade) é crucial para determinar os riscos e o manejo. Gestações monocoriônicas apresentam maiores riscos de complicações como síndrome de transfusão feto-fetal e restrição de crescimento seletiva, exigindo vigilância mais intensiva.

Quais são as principais complicações associadas à gestação gemelar monocoriônica?

As principais complicações incluem a síndrome de transfusão feto-fetal (STFF), restrição de crescimento intrauterino seletiva (RCIU-s), sequência de anemia-policitemia (TAPS) e malformações congênitas, devido à comunicação vascular na placenta única.

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