Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023
J.R.G., 35 anos, GII PI1C A0, IG cronológica de 18 semanas, deu entrada no PSO referindo dor em hipogástrio. Não iniciou pré-natal. Sem ultrassom prévio. Submetida a ultrassom “point of care”, para avaliar BCF, ILA e placenta. Identificada imagem a seguir. De acordo com a imagem, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico correto.
Gestação gemelar dicoriônica diamniótica: 2 placentas, 2 sacos amnióticos. Ultrassom: sinal do lambda (λ) ou twin peak.
O diagnóstico de corionicidade e amnionicidade é crucial em gestações gemelares, idealmente no 1º trimestre. A dicoriônica diamniótica é a mais comum e menos complexa, caracterizada por duas placentas e dois sacos amnióticos, identificada pelo sinal do lambda no ultrassom.
A gestação gemelar representa um desafio obstétrico devido ao maior risco de complicações maternas e fetais. A classificação da gestação gemelar em relação à corionicidade (número de placentas) e amnionicidade (número de sacos amnióticos) é o fator prognóstico mais importante e deve ser determinada o mais precocemente possível, idealmente no primeiro trimestre, por meio da ultrassonografia. A gestação dicoriônica e diamniótica é a forma mais comum de gemelaridade (70-75% dos casos), resultando da fertilização de dois óvulos por dois espermatozoides. Cada feto possui sua própria placenta e seu próprio saco amniótico, o que confere um prognóstico geralmente mais favorável em comparação com as gestações monocoriônicas. O diagnóstico ultrassonográfico é caracterizado pela presença de duas massas placentárias distintas e, no local de inserção da membrana intergemelar na placenta, observa-se o 'sinal do lambda' ou 'twin peak sign'. O acompanhamento pré-natal de gestações gemelares, mesmo as dicoriônicas diamnióticas, exige maior vigilância devido aos riscos aumentados de parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional. A identificação correta da corionicidade e amnionicidade guia a frequência das ultrassonografias e a busca por complicações específicas, otimizando o manejo e os resultados perinatais.
A gestação monocoriônica compartilha uma única placenta, enquanto a dicoriônica possui duas placentas separadas, o que impacta diretamente os riscos e o manejo.
O sinal do lambda é um achado ultrassonográfico característico da gestação dicoriônica, onde a membrana intergemelar se insere na placenta formando um triângulo de tecido placentário.
A determinação precoce (idealmente no 1º trimestre) é fundamental para estratificar o risco de complicações específicas (ex: síndrome de transfusão feto-fetal em monocoriônicas) e guiar o acompanhamento pré-natal.
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