Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Primigesta, 30 anos de idade, com gestação gemelar dicoriônica e diamniótica, confirmada em ultrassonografia precoce, está com 33 semanas, com crescimento adequado para ambos os fetos, que se encontram em apresentação pélvica. A conduta mais adequada é:
Gemelar dicoriônica estável → Parto ideal entre 37 e 38 semanas.
Em gestações gemelares dicoriônicas diamnióticas sem complicações, a conduta é expectante até o termo precoce (38 semanas), evitando prematuridade iatrogênica.
A gemelaridade dicoriônica diamniótica (DCDA) é o tipo mais comum de gestação múltipla e apresenta menores riscos de complicações vasculares quando comparada à monocoriônica. No entanto, exige vigilância rigorosa do crescimento fetal e da pressão arterial materna. Protocolos internacionais (ACOG/RCOG) e nacionais (FEBRASGO) convergem para a manutenção da gestação até o termo precoce se o bem-estar fetal estiver preservado. A via de parto é determinada primordialmente pela estática do feto A. No caso de apresentação pélvica do primeiro feto, a cesárea é mandatória. A conduta de aguardar até 38 semanas, com avaliação seriada (perfil biofísico fetal e Doppler se necessário), visa garantir a maturidade pulmonar e neurológica plena, reduzindo internações em UTI neonatal.
Para gestações dicoriônicas diamnióticas (DCDA) sem complicações maternas ou fetais, o parto deve ser planejado entre 37 semanas e 38 semanas e 6 dias. Este intervalo equilibra o risco de morte fetal intrauterina, que aumenta após 38 semanas, com os riscos de morbidade neonatal associados à prematuridade.
Sim. Se o primeiro feto (feto A) estiver em apresentação não cefálica (pélvica ou transversa), a via de parto recomendada é a cesariana eletiva. Isso ocorre devido ao risco de complicações graves no parto vaginal, como o engasgo de cabeças derradeiras ou o entrelaçamento dos fetos durante o período expulsivo.
O uso de corticoides para maturação pulmonar fetal em gemelares deve seguir os mesmos critérios da gestação única: risco iminente de parto prematuro dentro de 7 dias, em idade gestacional entre 24 e 34 semanas. Não há evidência que sustente o uso profilático de rotina apenas pela gemelaridade.
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