SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Em uma gestação gemelar dicoriônica e diamniótica, a avaliação ultrassonográfica da quantidade normal de líquido amniótico será mais bem definida quando o
Gemelar dicoriônica diamniótica: LA normal = Maior Bolsão > 2 cm em AMBAS as cavidades.
Em gestações gemelares dicoriônicas e diamnióticas, a avaliação do líquido amniótico é feita pelo Maior Bolsão (MB) em cada saco gestacional. Um MB > 2 cm em ambas as cavidades é considerado normal, sendo o ILA menos preciso para gestações múltiplas.
A gestação gemelar dicoriônica e diamniótica é a forma mais comum de gestação múltipla, onde cada feto possui sua própria placenta (dicoriônica) e seu próprio saco amniótico (diamniótica). O monitoramento ultrassonográfico da quantidade de líquido amniótico é um componente crucial do pré-natal dessas gestações, pois alterações podem indicar complicações fetais ou placentárias. A avaliação precisa é fundamental para a detecção precoce de problemas. A fisiopatologia das alterações do líquido amniótico em gestações gemelares pode ser complexa. Embora menos propensas a complicações específicas de compartilhamento placentário do que as monocoriônicas, as gestações dicoriônicas ainda podem apresentar oligodrâmnio (líquido amniótico reduzido) ou polidrâmnio (líquido amniótico aumentado) em um ou ambos os fetos, o que pode estar associado a restrição de crescimento, anomalias congênitas ou ruptura prematura de membranas. Para a avaliação ultrassonográfica do líquido amniótico em gestações gemelares, o método mais recomendado é a medição do Maior Bolsão (MB) de líquido amniótico em cada saco gestacional. Um MB maior que 2 cm em ambas as cavidades amnióticas é considerado normal. O Índice de Líquido Amniótico (ILA), amplamente utilizado em gestações únicas, não é recomendado para gestações múltiplas devido à sua menor precisão e à dificuldade em delimitar os quadrantes para cada feto. Residentes devem dominar essa técnica para um manejo adequado e monitoramento eficaz das gestações gemelares.
Dicoriônica significa que cada feto tem sua própria placenta e saco coriônico, enquanto monocoriônica significa que os fetos compartilham a mesma placenta e saco coriônico, aumentando o risco de complicações como a síndrome de transfusão feto-fetal.
O ILA pode ser impreciso em gestações gemelares devido à dificuldade de delimitar os quatro quadrantes para cada feto e à possibilidade de um feto ter oligodrâmnio e o outro polidrâmnio, mascarando a situação real.
Alterações como oligodrâmnio ou polidrâmnio em gestações gemelares podem indicar complicações como restrição de crescimento intrauterino, anomalias fetais, ruptura prematura de membranas ou, em gestações monocoriônicas, a síndrome de transfusão feto-fetal.
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