ENARE/ENAMED — Prova 2026
Considerando a atenção ao pré-natal de pacientes na atenção primária em saúde, assinale a condição clínica que indica a referência da gestante para acompanhamento conjunto em um centro de referência especializado (pré-natal de alto risco).
Gestação gemelar dicoriônica diamniótica → sempre referenciar para pré-natal de alto risco = maior risco de complicações materno-fetais.
A gestação gemelar, mesmo dicoriônica diamniótica, é considerada de alto risco devido ao aumento das chances de complicações como prematuridade, restrição de crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional; por isso, exige acompanhamento especializado.
A atenção ao pré-natal na atenção primária em saúde é fundamental para identificar precocemente condições que demandam acompanhamento especializado. A gestação gemelar, mesmo na sua forma dicoriônica diamniótica, é um exemplo clássico de condição que eleva o risco de complicações materno-fetais, justificando a referência para um centro de pré-natal de alto risco. Apesar de cada feto possuir sua própria placenta e bolsa amniótica na gestação dicoriônica diamniótica, o simples fato de ser uma gestação múltipla já impõe uma sobrecarga fisiológica maior à mãe e aos fetos. Isso se traduz em maiores taxas de prematuridade, restrição de crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e outras intercorrências. O acompanhamento conjunto ou exclusivo em um centro de referência permite uma vigilância mais intensiva e a intervenção oportuna para mitigar esses riscos, otimizando os desfechos maternos e perinatais.
Os principais riscos incluem prematuridade, restrição de crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e maior incidência de cesariana.
A referência é indicada para condições como gestação múltipla, doenças crônicas maternas (diabetes, hipertensão), idade materna avançada ou muito jovem, e histórico obstétrico desfavorável.
Na gestação dicoriônica, cada feto tem sua própria placenta e bolsa amniótica, enquanto na monocoriônica, os fetos compartilham a mesma placenta, aumentando os riscos de complicações específicas como a síndrome de transfusão feto-fetal.
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