SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Gestante de 34 anos, G1P0A0, realizou fertilização in vitro, comparece à segunda consulta de pré-natal com ultrassom revelando gestação gemelar dicoriônica no curso da 8ª semana. Qual das afirmativas não é verdadeira em relação a esta gestação?
Gestações dicoriônicas: STFF NÃO é a complicação mais frequente; prematuridade e restrição de crescimento são mais comuns.
A Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) é uma complicação grave e exclusiva de gestações monocoriônicas, onde há anastomoses vasculares placentárias. Em gestações dicoriônicas, a STFF não ocorre, e as principais complicações são a prematuridade e a restrição de crescimento intrauterino.
A gestação gemelar dicoriônica, embora associada a riscos aumentados em comparação com gestações únicas, apresenta um prognóstico geralmente melhor do que as gestações monocoriônicas. É fundamental para o residente de ginecologia e obstetrícia compreender a classificação da gemelaridade (dicoriônica/monocoriônica, diamniótica/monoamniótica) para prever as complicações e planejar o acompanhamento pré-natal. A maioria das gestações dizigóticas (70-75%) é dicoriônica e diamniótica, sendo a fertilização in vitro um fator de risco para gemelaridade. O pré-natal de gestações gemelares dicoriônicas exige monitoramento rigoroso, com ultrassonografias seriadas para avaliar o crescimento fetal, o volume de líquido amniótico e o comprimento cervical, visando identificar precocemente complicações como prematuridade e restrição de crescimento. A frequência das consultas e exames aumenta progressivamente com a idade gestacional. É um erro comum associar a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) a gestações dicoriônicas; a STFF é uma complicação exclusiva de gestações monocoriônicas devido às anastomoses vasculares placentárias. As principais causas de morbimortalidade perinatal em gestações dicoriônicas são a prematuridade e suas consequências, como a síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante. O manejo visa otimizar o tempo de gestação, prevenir o parto prematuro e garantir o desenvolvimento fetal adequado, com atenção especial à detecção de restrição de crescimento e outras intercorrências clínicas maternas.
As principais complicações da gestação gemelar dicoriônica incluem prematuridade, restrição de crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional. A Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) não ocorre neste tipo de gestação.
O seguimento pré-natal de gestações dicoriônicas é mais intensivo que o de gestações únicas, com consultas e ultrassonografias mais frequentes para monitorar o crescimento fetal, o volume de líquido amniótico e o comprimento do colo uterino.
A gestação dicoriônica possui duas placentas e duas bolsas amnióticas, enquanto a monocoriônica possui uma única placenta. Essa diferença é crucial para determinar as complicações específicas e o manejo.
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