CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Qual complicação pode ocorrer na gestação gemelar dicoriônica?
Gestação dicoriônica: Risco de Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) é comum, mas não transfusão feto-fetal.
A gestação gemelar dicoriônica, embora com menor risco de complicações específicas de monocorionicidade (como transfusão feto-fetal), ainda apresenta maior risco de complicações gerais da gemelaridade, como a restrição de crescimento intrauterino, prematuridade e polidrâmnio.
A gestação gemelar, por sua própria natureza, é considerada de alto risco e está associada a uma série de complicações maternas e fetais. A corionicidade, ou seja, o número de placentas, é o fator mais importante para determinar o tipo e a gravidade das complicações. A gestação dicoriônica, que possui duas placentas separadas, é a forma mais comum de gemelaridade e, embora seja menos complexa que a monocoriônica, ainda apresenta riscos significativamente maiores do que uma gestação única. Complicações como a síndrome de transfusão feto-fetal (STFF), perfusão arterial reversa e gemelaridade imperfeita (siameses) são exclusivas de gestações monocoriônicas, pois dependem da presença de anastomoses vasculares em uma única placenta. No entanto, a gestação dicoriônica ainda está associada a um risco aumentado de restrição de crescimento intrauterino (RCIU), prematuridade, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, polidrâmnio e oligoidrâmnio. O manejo da gestação gemelar dicoriônica envolve um acompanhamento pré-natal mais rigoroso, com ultrassonografias seriadas para monitorar o crescimento fetal, a quantidade de líquido amniótico e a detecção precoce de complicações. A identificação da corionicidade no primeiro trimestre é fundamental para estratificar o risco e planejar o acompanhamento adequado, visando otimizar os resultados maternos e perinatais.
A gestação dicoriônica tem placentas separadas e menor risco de complicações específicas de anastomoses vasculares (como transfusão feto-fetal), que são exclusivas da monocoriônica. Ambas têm risco aumentado de prematuridade e RCIU.
RCIU em gestações gemelares ocorre quando um ou ambos os fetos não atingem seu potencial de crescimento devido a fatores como insuficiência placentária, competição por nutrientes ou outras complicações.
A síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) é uma complicação exclusiva de gestações monocoriônicas, onde há anastomoses vasculares na placenta única que permitem o fluxo sanguíneo desigual entre os fetos. Em gestações dicoriônicas, as placentas são separadas.
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