UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Gestante, 36 anos de idade, IG 38 semanas e 3 dias, com gestação gemelar dicoriônica, apresenta diabetes mellitus gestacional. Possui bom controle glicêmico, alcançado com orientação dietética. Exames: taxas de hemoglobina glicada que variaram entre 4,9 e 5,4% e ultrassonografia recente mostrando o feto I em apresentação cefálica e peso estimado no percentil 35, e o feto II em apresentação pélvica e peso estimado no percentil 38 da curva própria para gestação gemelar. Qual é a conduta mais adequada?
Gestação gemelar dicoriônica > 38 semanas, feto I cefálico, GDM controlada → indução do trabalho de parto.
Em gestações gemelares dicoriônicas com feto I em apresentação cefálica e idade gestacional avançada (>38 semanas), a indução do trabalho de parto é uma opção segura e preferível, mesmo na presença de diabetes gestacional bem controlada, visando evitar os riscos de prolongamento da gestação.
A gestação gemelar dicoriônica é a forma mais comum de gemelaridade, caracterizada por dois sacos gestacionais e duas placentas. O manejo do parto é um aspecto crucial e deve ser individualizado, considerando fatores como a idade gestacional, a apresentação dos fetos e a presença de comorbidades maternas, como o diabetes mellitus gestacional (DMG). Em gestações gemelares dicoriônicas, a idade gestacional ideal para o parto é geralmente entre 37 e 38 semanas e 6 dias, para equilibrar os riscos de prematuridade e de complicações associadas à gestação prolongada. Se o primeiro feto estiver em apresentação cefálica, o parto vaginal pode ser considerado. O diabetes gestacional, quando bem controlado (especialmente com orientação dietética, como no caso), não é uma contraindicação para o parto vaginal ou para a indução do trabalho de parto, desde que não haja outras complicações que justifiquem a cesariana. A indução do trabalho de parto é uma opção segura e eficaz para gestações gemelares dicoriônicas com feto I cefálico e idade gestacional adequada, permitindo um planejamento do parto e evitando os riscos de prolongamento da gestação. A decisão final deve sempre ser tomada em conjunto com a paciente, após avaliação cuidadosa do bem-estar materno e fetal e considerando a experiência da equipe obstétrica.
A indução do trabalho de parto é indicada em gestações gemelares dicoriônicas, geralmente entre 37 e 38 semanas e 6 dias, se o primeiro feto estiver em apresentação cefálica e não houver contraindicações para o parto vaginal, visando otimizar os resultados maternos e fetais.
O diabetes mellitus gestacional bem controlado, especialmente com dieta, não é uma contraindicação para o parto vaginal ou indução em gestações gemelares. O controle glicêmico adequado é fundamental para evitar complicações como macrossomia e distocia de ombro.
Os critérios incluem gestação gemelar dicoriônica, idade gestacional adequada (geralmente >37 semanas), apresentação cefálica do primeiro feto, ausência de restrição de crescimento intrauterino grave, ausência de placenta prévia e ausência de outras contraindicações maternas ou fetais para o parto vaginal.
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