HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023
P.L.S., 37 anos, primigesta, IG cronológica de 7 semanas e 6 dias, veio para o primeiro exame de ultrassom nesta gestação. Identificada imagem uterina, conforme figura a seguir.De acordo com a imagem, assinale o diagnóstico correto.
USG 1º trimestre com 2 sacos gestacionais e 2 placentas (sinal lambda) → gestação dicoriônica diamniótica.
O diagnóstico de corionicidade e amnionicidade em gestações gemelares é crucial no primeiro trimestre por ultrassonografia. A presença de dois sacos gestacionais distintos, cada um com sua própria placenta (sinal lambda), indica uma gestação dicoriônica e diamniótica, que é a forma menos complexa e de melhor prognóstico.
A gestação gemelar é uma condição que exige um acompanhamento pré-natal diferenciado devido aos riscos aumentados para a mãe e os fetos. O diagnóstico precoce da corionicidade (número de placentas) e amnionicidade (número de bolsas amnióticas) é o fator mais importante para determinar o prognóstico e o plano de manejo da gestação múltipla. A ultrassonografia realizada no primeiro trimestre (idealmente entre 11 e 14 semanas) é o método padrão-ouro para essa determinação. Uma gestação dicoriônica e diamniótica, como a apresentada na imagem com dois sacos gestacionais distintos, é caracterizada pela presença de duas placentas e duas bolsas amnióticas. O achado ultrassonográfico clássico é o 'sinal lambda' ou 'twin peak sign', que representa a cunha de tecido placentário que se estende entre as membranas intergemelares. As gestações dicoriônicas diamnióticas são as mais comuns (cerca de 70% dos gêmeos) e apresentam o melhor prognóstico, com menores riscos de complicações específicas da gemelaridade, como a síndrome de transfusão feto-fetal, em comparação com as gestações monocoriônicas. No entanto, ainda requerem um acompanhamento mais rigoroso do que as gestações únicas devido aos riscos inerentes à gemelaridade.
A determinação da corionicidade e amnionicidade é fundamental para o manejo da gestação gemelar, pois define os riscos e complicações específicas (ex: síndrome de transfusão feto-fetal em monocoriônicas) e orienta a frequência do acompanhamento pré-natal e o planejamento do parto.
Em uma gestação dicoriônica diamniótica, a ultrassonografia no primeiro trimestre revela dois sacos gestacionais separados, duas placentas (ou uma placenta grande com duas massas placentárias distintas) e a presença do 'sinal lambda' (ou 'twin peak sign') na interface entre as membranas.
O sinal lambda é uma projeção triangular de tecido placentário que se estende para dentro da membrana intergemelar, indicando que cada feto possui sua própria placenta (dicoriônica). Sua identificação precoce é um marcador confiável de dicorionicidade.
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